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31 de dezembro de 2012

Carta pra você (2012-2013)

Sem título

Olá! Aposto que não esperava ler minhas palavras tão cedo, não é? Só sei reclamar da falta de inspiração rotineira, mas acabou que mais uma vez fui surpreendida pela mesma e resolvi escrever-te para saber como andam as coisas.

Então, como vai você? Conseguiu terminar de ler aquele livro de tantas não sei quantas páginas? Mas e o seu livro, quando vai publicar? Já tem gente querendo garantir lugar na fila de autógrafos e você aí. Guardando tudo pra si. Toda essa genialidade que você nunca vai admitir ter, mas que precisa ser lida pelos que te admiram. Ainda mais por todos que inspira. E um cadinho mais, por todos que te amam. Vê se larga esse bloqueio e tire as notas da gaveta! Vê se publica no máximo até 2014.

Como estão as coisas no trabalho? Espero que ainda esteja vivenciando horas incríveis ajudando seus alunos não só com inglês, mas com conselho amigos e até maternos. Vai treinando, hein! Não se esqueça de chegar quinze minutos antes, viu? Você não precisa viver correndo. Faz muito mal ao seu coração e você sabe.

E quanto aos amigos? E o forasteiro que trocou olhares com você? Ele já te achou e pediu seu telefone? Lembro que você perdia horas dizendo que deveria ter sido menos intimidadora e mais gentil. Mas você é. E os dois. Façamos o seguinte: anote para 2013 que você deve se arrepender do que fez, e não do que não fez. Porque você sofre. E como sofre! Chega até chorar por se achar tola e despreparada pra essa vida que você leva que é cheia de surpresas e ironias. Lembro de você ter comentado o quanto parece viver dentro de uma das séries da Warner. Insano, não? Mas é a sua verdade.

Continue com as notas exemplares na faculdade. Comece a se alimentar melhor. Pare de roer as unhas, mulher! E pare de esconder suas mãos dentro de seus casacos também. Tudo bem ser tímida, mas ter vergonha das próprias mãos é se odiar demais. Você é linda! E se duvidar disso como tem feito desde que nasceu, vá até o espelho e repita isso até se sentir no mesmo patamar que uma de suas divas. Este é o seu mantra para o ano novo.

Quantas vezes deixou seu coração na mão de um irresponsável, esse ano? Ele quebrou, não é? E tantas e tantas noites limpou suas lágrimas no edredom, na manga do casaco e com os cabelos cacheados. Cansou dos alisamentos da vida, é? Achei seu visual natural tão mais legal, que até rimou.

Eu sei que você sofreu, mas nossa, fiquei sabendo que riu tantas vezes de chorar que pensou até que ia bater as sapatilhas de balé! Vê se pode, guria? Seu avô teria dito que você ainda tem muitas gargalhadas e vida pela frente. Aliás, seu avô manda lembranças e algumas matérias de jornal bem interessantes. Aliás, já leu um pouco hoje? Isso te ajuda na hora de escrever, não se esqueça.

Lembra daquele cara que você falou? Aquele que tem tudo a ver com você? Eu o vi passar outro dia e, realmente, não tem como não lembrar de você olhando pra ele. Realmente parece ser muito especial! Mas e ele? Já reparou em você? Fico na torcida, afinal, quantas vezes a gente tem na vida? Na verdade, quantas chances? Ele sabe que você pode partir no dia seguinte e nunca mais voltar? Nem mais te ver? Espero que ele chame você pra um café e pergunte sobre sua vida. Quem não se interessaria em ouvir suas histórias fantásticas, não é? Vai por mim, não tem como ele não gostar de você. Por mais que você mesma duvide das suas qualidades e habilidades de fazer com que todo mundo se sinta em paz e feliz por estar por perto. De você.

Tire a carteira e compre um carro azul. Ou amarelo. Está bem: o preto! 

Parabéns por ter parado de beber café compulsivamente! O seu estômago agradece. Parabéns também por ter sido mais organizada, menos chorona e sábia na medida certa. Falando em medida certa, não se preocupe: toda mulher precisa perder cinco quilos. Sempre. Você também amadureceu mais e ficou com o coração tranquilo, apesar das paixões turbulentas de canto de olho. Eu sei, eu sei. Você nunca se declara. Mas por que não demonstra? Não seja tão rígida com seus sentimentos. Ninguém pode te machucar mais, minha menina.

Obrigada por ter ajudado a mãe e o pai mais vezes. Eles estão cansados, mas tem orgulho de você sim. Da mulher impressionante que se tornou. Eles mal conseguem acreditar que aquela menina que tinha medo de palhaços, hoje lidera sua vida e paga suas contas com a maior tranquilidade. Eles querem que você arranje seu primeiro apartamento logo, e poderem contar pra toda família que a missão deles foi bem executada e que você está feliz, independente e vivendo sua vida.

Viva, antes que o sinal toque.

Aproveite as férias! Dê muitos abraços e saia bastante. Não se esqueça das fotos! Caminhe pela praia, durma tarde e acorde bem cedo para correr e se exercitar.

Nos vemos em mais uma carta ano que vem,
de alguém que te conhece melhor que ninguém. E muito bem.

22 de janeiro de 2012

22 de Janeiro




Josey sabe que eu detesto festas. Por que eu estou mesmo aqui?

22 de Janeiro, churrasco, céu nublado e calor infernal. Conhecidos, desconhecidos e os famosos “já ouvi falar”. Será que alguém por aqui já ouviu falar de mim? Quem poderia imaginar que em instantes eu teria minha resposta. Bingo!

Não sou muito de festas. Na verdade, trocaria todo aquele som indie e alto por passeios do lado de fora da festa. Além de estar incomodada com os respingos de vodka de alguns conhecidos no meu cabelo, eu estava exausta. Não precisava bancar a blasé para todos entenderem que ali não era o meu lugar.

Finalmente a chuva. Algo de que eu realmente me orgulhe presenciar.

Josey me chamava para dançar com os amigos sempre que me via encarar a porta da saída. Nada contra os musculosos e espontâneos, no momento, banhados pela chuva e esbanjando sex appeal fingido, mas eu era como dizem o “problema”. Insisto em me perguntar: o que eu faço aqui, mesmo?

Enquanto observava Jo e Anne rasgar de maneira absurda a blusa de um tal de Jared, empurrava refrigerante para tentar disfarçar o meu espanto nada transparente. Todos eles se divertindo e tudo em que conseguia pensar era no último capítulo do livro que eu deveria ter terminado.

Quando finalmente resolvi me levantar, o tal Jared – de novo ele – resolveu parar com seu copo meio cheio, meio vazio em frente a porta da saída. Ótimo! Tudo o que eu queria era um metido a gostosão meio bêbado, meio sóbrio atrapalhando a minha fuga.

- Onde pensa que vai? A festa é aqui dentro!

- Pegar um ar – péssima atriz.

- Por que você não vem comigo? Bebe um pouco que, daqui à pouco, a bonequinha vai estar ali se divertindo. Custa nada não!

- Não bebo – franzi o cenho ao mesmo tempo que ironizava o “bonequinha”.

- Olha, só bonequinha careta... ouve o que eu estou dizendo e vem comigo – disse ele, inclinando a cabeça em minha direção. Maldito seja esse bafo!

Salva pelo gongo e por ele, em tempo. Mas, esperem: quem era ele?

- Jared... tem gente ligando para sua bonequinha. Acho que é da casa da avó dela e precisa liberar a moça agora. Tem como?

- Beleza, beleza... volta pra mim depois! – disse isso enquanto beijava um dos músculos.

- Claro, mon amour! – eca, eca, eca e eca!

Segui o desconhecido até o outro lado da rua. Nada prudente, eu sei, mas era melhor do que “papear” com o bêbado gostosão. Ele era bem mais alto que eu e estava fazendo com que eu me sentisse protegida, por mais que não fosse um monstro musculoso.

Ele interrompeu meu silêncio.

- De nada – sorriso irônico detectado.

- Desculpa, mas é que eu não falo muito. Mas nem por isso quer dizer que eu seja ingrata, então, muito obrigada.

Ele me encarou. Eu parei.

- Como eu disse, de nada. Antes que você tenha medo, meu nome é Fred. Não sou nenhum psicopata alcoólatra. Estudo na mesma universidade que Josey, mas não me lembro de você. Estuda com ela?

- Na verdade não. Estudei com ela quando éramos mais novas e, como ela é insistente, acabei vindo parar nesse churrasco que tem tudo a ver comigo – ele notou meu tom irônico. Ótimo.

- Josey é legal. Mas, então... não vai me dizer seu nome “bonequinha”? – ele riu sozinho enquanto arregalei meus olhos tentando achar graça do acontecido.

- Todo mundo me chama de Mel.

- Sinto te desapontar, mas não sou o “todo mundo” que você pensa – ele abaixou a cabeça e riu.

Quando me dei conta, estávamos em um antigo parque perto da festa conversando sobre nossas vidas. Ele não era mais um estranho e eu não era mais motivo de piada por ser a suposta “bonequinha”. Eu já era Mel, dezoito anos, cursando teatro, porém incapaz de enganar à mim mesma. O que me servia de consolo? Segundo ele, ele também não conseguia se enganar.

22 de Janeiro, chuva forte, vestido verde musgo molhado, sapatilhas ensopadas e Fred. Ele se mostrou um ótimo novo amigo. Pelo menos, até o momento em que, pela primeira vez, segurou em minha mão.

15 de dezembro de 2011

Tudo azul em 2012!

Até quem não me conhece tão bem assim, sabe que eu simplesmente amo azul (não é a toa que eu tenho minhas mechas azuis). Com o final do ano chegando e eu sendo obrigada a decidir um look para começar 2012 bem hype, lembrei desse amor todo e resolvi arriscar e usar azul.

Essa decisão não foi imediata. Confesso que quem me ajudou muito nessa decisão foi uma vendedora de uma das poucas lojas que eu frequento aqui onde eu moro, acreditam? Primeiro, ela perguntou se eu sempre uso o tradicional branco e quando eu respondi “sim”, rapidamente, ela veio com milhares de vestidos coloridos, em tons pastéis e com estampas divertidas. Mas a primeira cor que me veio a cabeça foi definitivamente o azul.

Como vou fazer compras na Segunda-feira (19/12), corri pro lookbook e trouxe alguns modelos para me inspirar à mim e todas as leitoras. Quem curte não passar o ano novo em branco?



Ok, você nem curte tanto azul assim. Mas acha que só por isso não pode abusar de outras cores? Os próximos looks provam o contrário!

Não curte essas tendências coloridas, como o color blocking? Não tem problema! Também trouxe três looks tradicionais e modernos que vale à pena se inspirar.


Como e onde vai passar o ano novo? Conta mais pra mim!
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