Eu escuto meu coração, sigo em frente e me declaro. Você sorri. Corrigindo, você não sorri, porque sorrir é algo mais gentil, carinhoso e amável... E tudo o que eu vi, foi você se virando para rir com seus amigos. E para o meu prazer, agora eu sei o quanto você detesta meus óculos e o jeito como meu cabelo fica quando está preso. Ótimo.
Próximo capítulo.
Meu cabelo está solto, minhas novas lentes de contato são estressantes, mas o meu caminhar desajeitado e medroso ainda é visível. Ele para. Eu paro de respirar. Finco meus pés nervosos no chão, prendo minhas mãos para que elas parem de tremer e sorrio. Ele ainda ri. Alguma coisa sobre meu senso de humor e meus amigos ainda não o agradam. Droga, droga e droga. Eu já disse o quanto eu acho minha vida uma droga?
Próximo capítulo.
Meu cabelo cresceu, eu fiquei mais alta e adquiri postura. Reconquistei meus amigos, meu senso de humor e não ligo de tropeçar a cada dois passos. Ok, eu detesto tropeçar, mas a questão é que minhas pernas não tremem mais e eu me sinto ótima, feliz e confiante!
Espero que ninguém esteja olhando enquanto eu dublo a Demi lovato. Espero.
Aquele cara. De novo.
– Oi, Ann! Nossa, você está... Diferente!
– Isso significa... ?
– Que eu não posso deixar de te convidar pra sair. Eu acho.
– Ah, é? Espera um pouco então.
Próximo capítulo.
O que foi? Ele me deixava nervosa. Deixava.
A vida é minha e certas partes são tão dispensáveis que eu prefiro adiantar o filme e arriscar novas cenas, falas e personagens melhores. Bem melhores.
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