29 de abril de 2013
O que ainda não vi da vida
25 de dezembro de 2012
Quando a gente aprende a perder
Desde que eu era bem pequena, meus pais sempre me ensinaram uma porção de coisas importantes: não deixar a toalha molhada em cima da cama, não enfiar o dedo na tomada e respeitar os mais velhos. Nunca tive problemas com esse tipo de coisa, confesso. Muito menos com aprender a perder.
Quando falo em perder, aposto que vocês logo se lembram de campeonatos ou pequenas partidas. Certo? De como as coisas não deram muito certo, e você acabou xingando o seu adversário e até a pobrezinha da mãe do juiz. Que papo é esse de que o importante é competir, afinal? Bem, eu nunca liguei muito pra essa loucura toda de competição, seja em esportes ou nota. Ou status. Ou qualquer baboseira "aborressível".
O legal de perder, com meus pais, é que eu sempre ganhava picolé no final das contas. Mas ao contrário do que vocês estejam pensando, o picolé nunca foi encarado como prêmio de consolação e sim, o meu verdadeiro prêmio. Sem fitas e sem nada reluzente mesmo! Apenas uma embalagem de plástico me fazia querer saltitar do lugar que fosse até o próximo ponto de ônibus. Em minha concepção leiga, esse era "o importante é competir".
Novamente, desde pequena, compreendia que há algo além de ganhar ou perder. Não sou hipócrita. Deixar de ganhar um carro zero ou bilhões de reais dói. Mas só no bolso, viu? E quem sabe, no ego também. Perder algo que nunca se teve, assim como no amor, é terrível! Mas nada que o tempo não resolva. Ou outra competição. Essa história toda é um verdadeiro lupe, vai por mim.
Se há quem veja algo de fenomenal em ganhar, seja algo ou de alguém, eu vejo algo interessantíssimo em perder: se eu perder alguns quilos e só, posso me considerar saudável. Se eu perder o sono, posso começar a ler um bom livro que foi esquecido na estante. Se eu perder um amor, eu nunca o tive. Nunca foi.
Se eu perder a hora, eu ganho agilidade. Se eu perder hoje e depois, alguma hora eu ganho. Um abraço, um perdão, um "sim" ou uma promoção do chefe carrancudo. Até dinheiro! Um hora ou outra, a gente deixa de ganhar sim, mas em nenhum momento a gente sempre perde. A rotina pede descanso nessas horas, afinal, ganhar sempre é uma perda de tempo e ganhar o tempo todo, não muda nada.
E é aí que a gente perde. Quando nada muda, a gente perde, não aprende e fica estagnado na ignorância. Não perde, mas também não ganha.
Por isso me deixa perder a paciência com o meu ex, deixa eu perder o ônibus e a conta de luz. Deixa eu perder a calma, perder o ânimo e a cabeça por um amor platônico. Perder as esperanças e todo o resto! Deixe-me perder em paz. Até os cabelos; Eu não sei de que forma, mas a gente aprende tanto com o temido "perder" que acho, às vezes, bem melhor que ganhar.
O que ganhei não veio de nenhuma competição, mas tenho certeza de que se eu perdi, algo aprendi. Aprendi a ver a vida por todos os impossíveis lados da moeda e de como me portar no lugar de "vencedora" e "perdedora", imposto pela sociedade. Agir com sabedoria nas duas situações, sem menosprezar ninguém e muito menos a mim, porque a verdade mesmo é que não existem competições.
Ou você aprende, ou não. O verdadeiro vencedor é aquele que aprende com a perda, e o perdedor é aquele egocêntrico que não mudará de ideia ao ponto final desse texto.
O sabor da vitória pode ser altamente viciante, mas a perda ou aprendizado, como preferirem agora, varia. Assim como os infinitos sabores do picolé. E é esse infinito de possibilidades que nos impulsiona, nos tira do sofá e nos faz querer fazer coisas incríveis. Deixando de lado a preguiça e tirando de lá do fundo aquela esperança que eu e vocês achávamos que estava em falta. Mas sempre esteve alí. Tímida. Frágil, mas que de repente, ganha uma força imensurável.
Ganhamos força e se em algum momento a gente perde a garra, aprendemos a seguir. Em frente, sempre. Não recue. Deixa o passado empoeirar e vai! Porque o desconhecido nos dá forças para continuar e assim, vencer mesmo perdendo.
18 de março de 2012
Desabafo da manhã sobre a (minha) vida
A vida é infelizmente (ou felizmente) assim: um dia, você está marcando uma super saída com as amigas seguida de uma festa do pijama onde se come muito, ri alto e papos sobre aquele canalha não faltam. No outro, você está estressada, com um mesmo corte de cabelo desde as comemorações de ano novo e trabalhando frenéticamente. Mais do que amor, sente sono. Preocupante.
Antes, eu costumava brigar com minha irmã pelo tempo que ela passava na frente do meu computador. Hoje eu mal tenho tempo para aturar suas “amáveis” manias pré-adolescentes ou ficar durante horas na frente do computador digitando, respondendo e sofrendo via messenger, iludida com um carinha que surgiu na última festa assim como o príncipe encantado. Isso é vida, afinal? Fala sério! Alguns chamam de vida virtual, já eu chamo de vida “sem compromisso para Sexta à noite” ou vida “você precisa de um emprego”.
Já que falei sobre tempo, que tal mencionar minhas discussões com o pobre celular do meu pai? O filho da mãe é tão cretino (não to falando daquele babaca que quebrou seu coração, pode ficar tranquila) que cisma em desobedecer minhas ordens. Na verdade, curte não soar o alarme e me fazer acordar atrasada durante a semana. E aos Domingos? Aqui estou eu acordada desde as sete da matina, se quer saber.
Pai, se você estiver lendo até aqui, saiba que essa foi a primeira vez em que joguei um celular (o seu) no chão por livre e espontânea vontade. Uma bronca e alguns dias sem falar comigo está de bom tamanho, combinado? Prometo ser menos estressada na próxima vida.
Cá estou eu falando, ops escrevendo sobre a vida. Até quando isso vai durar? Fico gritando pelos cantos da casa que só serei feliz e tudo só fará sentido quando eu começar a escrever para pagar as contas do cartão de crédito e do salão, sem falar das compras do mês. Mas o problema não é meu se vivemos em um mundo onde o “tudo para mim” pode significar o “nada para você”. Isso me faz lembrar que tenho que ligar para Alice... preciso de algumas dicas sobre o País das Maravilhas, já que comparado ao caos em que vivo, lá deve com certeza fazer mais sentido.
Acho que só tenho que parar de procurar a resposta em tudo, afinal, foram poucas as vezes que quis encontrar respostas até mesmo para os exercícios de Matemática. Sempre lidei muito bem com teses, principalmente as minhas. Por que agora seria diferente?
Falando sobre matérias e querendo encerrar mais um dia e texto, vou aproveitar e fazer um resumo sobre meus “achismos” matinais – obrigada, querida professora de Literatura que riu uns três minutos quando leu minha primeira crônica séria. Hoje você está aqui sendo citada, porque a palavra “resumo” me faz lembrar a senhora. Aproveite e dê notícias, combinado?
Sobre o resumo? Fica para a próxima vez, próxima semana talvez... assim como o corte de cabelo novo e a visita à manicure. Tudo para a próxima data, próxima vez! Adiar as coisas é um dos meus dons cretinos. Adiei tanto tato que odiei à mim mesma e escrevi tudo isso até agora, até os dois pontos: desabafei indiretamente, falei das coisas que me irritam (sim, senhor, celular do papai) e das coisas que resolvi tirar da minha vida. O que são essas coisas? Fica para a próxima.
15 de julho de 2011
Ps: Eu não te amei.
Meus amigos costumam me chamar de Sam, mas ele sempre me chamou de amor.
Todas as histórias e coisas que nos contam quando se trata de "amor", são sempre a mesma ladainha: ela ama, ele só a beijou. Ela ama, ele nem sabe que ela existe. Ela ama e ele é um perfeito canalha.
Da última vez foi comigo. E foi diferente.
Conhecida pelo coração constantemente apaixonado pelo amor, ninguém nunca deixou de pensar que eu seria uma galeria de corações partidos. Enganada e entregue a todas as emoções mágicas e fantasiosas, eu amava por simplesmente acreditar na magia. Tolice a minha, obviamente.
Ele resolveu aparecer quando eu completei dezessete. Era lindo e eu estava completamente apaixonada. Ron - jamais esquecerei a forma carinhosa como eu o chamava - tinha dezoito e um coração aventureiro. Costumava comentar sobre seus sonhos quase todo o tempo e eu adorava. Ainda mais quando eu estava inclusa nestes mesmos.
Ele me amava. E muito. Lembro de várias vezes pedir para que ele se acalmasse quando falava de mim com seriedade perante aos meus pais. Quase chorava e, também, eu quase o acompanhava em doses de emoção.
Éramos fortes e inseparáveis. Um só, de acordo com os amigos mais próximos.
Com o passar do tempo, tanta coisa mudou. Do meu corte de cabelo tradicional até os meus sentimentos pelo adorável Ron. Eu temia calada o quanto estaria o magoando por não dizer nada sobre mim. Outra mesma história: o problema nunca foi ele, jamais. As coisas se encarregaram de mudar e, novamente, decidiram por me incluir em todos os aspectos de mudança.
Fiquei mais madura e incrédula com o passar do tempo. Os beijos de despedida viraram obrigatoriedade e eu já podia sentir minhas mãos gélidas de solidão, aquelas mesmas que eu sempre tive desde que nasci.
No final de tudo, deixe que Ron fosse sem nenhuma explicação válida. Admito ter sido cretina, mas justa com os sentimentos dele. Em nenhum momento, eu desejei que tivesse sido diferente e, por mais que eu nunca tenha sentido amor, eu não me arrependo de nada. Bem... de uma coisa eu me arrependo.
Ele deveria ter sido amado e não apenas mais uma paixão adolescente. E essa foi a primeira vez que eu parti o coração de um rapaz. Alguém que não era um rapaz, mas sim o meu garoto.
Para sempre.
5 de junho de 2011
Hospitalizando um coração

Eu podia ouvir ele parando, sofrendo e fazendo com que eu respirasse, mesmo que com muita dificuldade. Intrigado com perguntas que nunca foram respondidas. Perguntas que nunca existiram, caminhos que nunca foram pensados, o “eu e você” que não foi comemorado pelo “nós”... Eu sabia.
Não está disposto a corresponder minhas expectativas? Então, volte casas o suficiente até não saber do fim e perder o começo de vista. Perder-me de vista. Para Sempre.
2 de junho de 2011
Doses de café e pitadas de saudade
Aqui estou eu, de novo. Escrevendo ou digitando. E desejando de forma amarga e esperançosa que ele se arrependa de ter mentido de forma tão encantadora e volte correndo pra mim, decidido a aparecer cantando Free Fallin'. Espero que ele me tome em seus braços e me encontre naquele abraço apertado mais uma vez. Eu jamais poderia deixar que sua voz escapasse de meus ouvidos.
Cansada, atordoada e com alguns goles de café a mais ou a menos... Bem... Não. Eu realmente não sei o que se passa com você, já que o mar de carros e estradas caóticas que nos separam, tem quase o dever de fazer com que eu me sinta imprudente ao cogitar a idéia de provar que eu existo. Mesmo que você negue todos os santos dias ocupados, eu estou aqui. Escrevendo sobre você – obrigada por não ler mais uma vez.
Com meus pés fincados nessa tese de frieza, eu mergulho em garrafas vazias. Estas já não têm mais seu sorriso e eu me refugio nas palavras enquanto fujo da multidão que parece saber tudo, mas eles não sabem como começou. E muito menos eu. Não encontro explicação racional – onde eu estava com a cabeça? Provavelmente em você e no seu jeito de me tratar com se eu fosse única, óbvio. Sem falar dos seus olhos. Ah, esses olhos transbordando esperteza. Eu deveria ter notado, mas eu não quis.
Eu não tenho mais certezas, você foi incerto, incorreto, inapropriado... E, mesmo assim, assemelha-se a uma resposta certa em uma aula de cálculo. É, você o cara errado. Eu, a garota certa. Nunca ficaríamos juntos.
Pausa para a dor no peito e um gole demorado de café.
23 de maio de 2011
Próximo capítulo, por favor.
Eu escuto meu coração, sigo em frente e me declaro. Você sorri. Corrigindo, você não sorri, porque sorrir é algo mais gentil, carinhoso e amável... E tudo o que eu vi, foi você se virando para rir com seus amigos. E para o meu prazer, agora eu sei o quanto você detesta meus óculos e o jeito como meu cabelo fica quando está preso. Ótimo.Próximo capítulo.
Meu cabelo está solto, minhas novas lentes de contato são estressantes, mas o meu caminhar desajeitado e medroso ainda é visível. Ele para. Eu paro de respirar. Finco meus pés nervosos no chão, prendo minhas mãos para que elas parem de tremer e sorrio. Ele ainda ri. Alguma coisa sobre meu senso de humor e meus amigos ainda não o agradam. Droga, droga e droga. Eu já disse o quanto eu acho minha vida uma droga?
Próximo capítulo.
Meu cabelo cresceu, eu fiquei mais alta e adquiri postura. Reconquistei meus amigos, meu senso de humor e não ligo de tropeçar a cada dois passos. Ok, eu detesto tropeçar, mas a questão é que minhas pernas não tremem mais e eu me sinto ótima, feliz e confiante!
Espero que ninguém esteja olhando enquanto eu dublo a Demi lovato. Espero.
Aquele cara. De novo.
– Oi, Ann! Nossa, você está... Diferente!
– Isso significa... ?
– Que eu não posso deixar de te convidar pra sair. Eu acho.
– Ah, é? Espera um pouco então.
Próximo capítulo.
O que foi? Ele me deixava nervosa. Deixava.
A vida é minha e certas partes são tão dispensáveis que eu prefiro adiantar o filme e arriscar novas cenas, falas e personagens melhores. Bem melhores.
7 de abril de 2011
Quando Caty se apaixonou pelo mundo
Não sou o cara mais certo do mundo, mas nem por isso tenho que ser castigado desta maneira. Ela. O problema todo é ela. Não que ela seja literalmente um problema, mas eu não consigo dormir desde o último sorriso. Um sorriso que eu, honestamente, sempre desejei que fosse meu.
Caty tem manias, manias chatas, manias encantadoras e aquelas manias que fazem dela a pessoa mais intrigante que conheço. É necessária em todos os meus dias, mas sempre se esvai entre todas as minhas expectativas. Sempre tenta ser cuidadosa em suas frases e gentil com suas palavras, e faz com que eu me apaixone cada vez mais. Mais, mais e mais.
Quando caio na triste realidade de que Caty nunca será minha, eu penso em como seria sortudo o dono do coração dela. Mas eu não posso negar que ela é do tipo de garota que sonha tão alto que acaba conseguindo tudo o que sempre desejou. E eu fico orgulhoso, até me encontrar aqui escrevendo mais sobre ela. Alguém que eu nunca terei em meus braços, pois ela preferiu abraçar o mundo com seus sonhos de cidade grande.
Depois de tanto tempo sem postar, resolvi tomar um pouco de ânimo com uma pitada de criatividade e criar coragem para reavivar a possível escritora que existe em mim. Espero que compreendam minha falta de tempo e continuem com seus comentários maravilhosos, queridos leitores!
Esse texto foi inspirado em um grande amigo meu que era apaixonada por uma garota que preferiu partir. Era apaixonado. Era.
26 de setembro de 2010
Querido diário,
