15 de julho de 2011

Ps: Eu não te amei.

Adolescentes e seus corações precipitados. Eu já deveria saber.


Meus amigos costumam me chamar de Sam, mas ele sempre me chamou de amor.
Todas as histórias e coisas que nos contam quando se trata de "amor", são sempre a mesma ladainha: ela ama, ele só a beijou. Ela ama, ele nem sabe que ela existe. Ela ama e ele é um perfeito canalha.

Da última vez foi comigo. E foi diferente.

Conhecida pelo coração constantemente apaixonado pelo amor, ninguém nunca deixou de pensar que eu seria uma galeria de corações partidos. Enganada e entregue a todas as emoções mágicas e fantasiosas, eu amava por simplesmente acreditar na magia. Tolice a minha, obviamente.

Ele resolveu aparecer quando eu completei dezessete. Era lindo e eu estava completamente apaixonada. Ron - jamais esquecerei a forma carinhosa como eu o chamava - tinha dezoito e um coração aventureiro. Costumava comentar sobre seus sonhos quase todo o tempo e eu adorava. Ainda mais quando eu estava inclusa nestes mesmos.

Ele me amava. E muito. Lembro de várias vezes pedir para que ele se acalmasse quando falava de mim com seriedade perante aos meus pais. Quase chorava e, também, eu quase o acompanhava em doses de emoção.

Éramos fortes e inseparáveis. Um só, de acordo com os amigos mais próximos.

Com o passar do tempo, tanta coisa mudou. Do meu corte de cabelo tradicional até os meus sentimentos pelo adorável Ron. Eu temia calada o quanto estaria o magoando por não dizer nada sobre mim. Outra mesma história: o problema nunca foi ele, jamais. As coisas se encarregaram de mudar e, novamente, decidiram por me incluir em todos os aspectos de mudança.

Fiquei mais madura e incrédula com o passar do tempo. Os beijos de despedida viraram obrigatoriedade e eu já podia sentir minhas mãos gélidas de solidão, aquelas mesmas que eu sempre tive desde que nasci.

No final de tudo, deixe que Ron fosse sem nenhuma explicação válida. Admito ter sido cretina, mas justa com os sentimentos dele. Em nenhum momento, eu desejei que tivesse sido diferente e, por mais que eu nunca tenha sentido amor, eu não me arrependo de nada. Bem... de uma coisa eu me arrependo.

Ele deveria ter sido amado e não apenas mais uma paixão adolescente. E essa foi a primeira vez que eu parti o coração de um rapaz. Alguém que não era um rapaz, mas sim o meu garoto.

Para sempre.

8 comentários:

Andressa Ribeiro disse...

Que texto lindo, parabéns Thaís. Seu blog é tudo!

Marcelle Braga disse...

Me identifiquei muito em partes. Amei o texto! Encantador e tão sincero, maduro. Belíssima escolha de palavras, sua delicadeza é admirável... E a maneira como escreve. Parabéns, minha lindi!

@BrunLuizz disse...

É estranho o quanto esquecemos que a vida é curta e nos entregamos aos nossos traumas. Mas a vida segue. parabéns, otimo texto \o/

Pires Silva disse...

Ah *--* Sabe que adoooro seus contos, a forma que você conta e tuudo mais *-*

adoorei a parte 'não clichê' em que ele que fica de coração partido rs.
muito bem sacaada ;D

parabéns thais

Bruna Tenório disse...

Lindo, lindo, lindo! Finalmente uma história "de amor" com um final diferente. Gostei mesmo!

Paula disse...

Lindos textos, e blog super fofo!
Demorei pra passar por aqui, desculpa! Mas amei <3

Beijos :*

Anderson C. Ribeiro disse...

Muito bom mesmo, o interessante é ver como o tempo sempre marca uma mudança de comportamento que liga ao fim.

Parabéns, escreva mais romances desses aqui, eu gosto muito.

Beijos, Thais ;D

Anália Gouvêa disse...

Seus textos são lindos, parabéns ..

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