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28 de maio de 2014

deve ser isso o amor


Devo ter perdido horas, noites e até neurônios e até agora, começo da madrugada, quando as pessoas normalmente dormem, trocam mensagens secretas ou tentam terminar um trabalho da faculdade, não achei resposta nenhuma para a maioria das minhas perguntas. Vocês sabem: praticamente todas sobre amor, amar, ter um amor e ser amada. Pelo menos duas dessas são difíceis, mas são quase duas da manhã e nobody said it was easy

O que sei é que as pessoas ficam juntas, independente se ele ronca ou ela canta mal. Tudo se resolve desde que ambos consigam dormir um do lado do outro sem ter vontade de acordar no meio da noite, sair e nunca mais voltar. Simplesmente desaparecer, sem dizer "tchau, você fede" ou "valeu, não é pra mim". Ou seja, se você gosta de uma pessoa, mesmo que às vezes ela queira te fazer gritar, talvez seja amor e parabéns: você ama alguém além dos seus pais.

Mesmo assim, ainda fico confusa. E se eu for paciente demais? E se eu tiver medo de dizer que a pessoa é um verdadeiro pé no meu saco que nem existe? E se eu for uma chata que escolhe demais? Vejo tantas meninas de catorze anos falando sobre amor e, nossa como amam: ser humilhadas por pessoas que não sabem da existência das próprias. 

Faltou amor próprio nas últimas linhas do último parágrafo.

Mas tá aí: até onde sei, o amor não prejudica. Então, desde que a pessoa não me  faça mal e eu não faça mal a esta pessoa, tudo bem. Tudo ótimo. Eu tenho defeitos, todo mundo tem. Precisamos conviver com os nossos todos os dias desde o cabelo desgrenhado das seis da manhã até o reboco de maquiagem pós faculdade, trabalho e patrão sem educação da madrugada. Sendo assim, respeitar e conviver com alguém que tem defeitos, mas não tem nosso DNA, é a maior prova de amor que existe.

Não somos obrigados, mas amamos e somos gratos por sermos amados.

Amor deve ser isso aí, ou aquilo que vejo em casais de mãos dadas que até hoje não vi em mim. Deve ser ficar mais bonita, mais cheirosa e disposta só de saber que ele te mandou uma mensagem dizendo que é pra você vestir vermelho e escolher um restaurante. Ou talvez, deva ser ouvir "Cobertor" da Anitta e não sentir nenhum pingo de vergonha por isso.

O amor deve ser você, e eu ainda não percebi.

10 de março de 2014

7:30


Um dia, vou me casar e espero ficar feliz com essa decisão. Ter o emprego dos sonhos, um closet à la Carrie Bradshaw e alguns telefonemas para recusar. Vou ignorar todos os críticos. Eles não podem dizer ou escrever nada sobre minhas experiências, afinal não experimentaram delas. Nem uma pequena prova! Nada. Talvez seja por isso o descaso: eles não sabem, não viveram. Não é inveja, mas talvez arrependimento. Basear-se em opiniões mal educadas por toda a vida é perda de tempo.

Eu ganhei.

Quem me dera um dia ter um carro para chamar de meu. Tanto faz azul, preto ou vermelho. Com tanto que me leve onde eu nunca tenha ido, até o barulho do motor fica para depois. Não quero perder a emoção de "me encontrar". É semelhante a chegar em casa, tirar os sapatos antes de entrar, jogar as bolsas em qualquer lugar e cair no sofá. Encarar o teto ou a janela. Não pensar em nada, e viver o momento da chegada. Quero sempre chegar e perder o medo de dizer "até", "tchau" e "adeus".

O tempo pode passar correndo por mim, ou se arrastar. Rastejar até que a ficha caia, mas nunca vou esquecer o dia em que vi luz inundar seu quarto. Eu precisei desse mesmo tempo para assimilar que embora eu não estivesse em casa, em você eu encontrei o "lar". Estava tudo bem se eu estivesse cansada, era só eu chegar e você dizia "descansa um pouco, vai".

Respiro fundo, aperto os olhos e antes que eu reclame ou resmungue, você solta um "fica perto de mim". Me puxa pelo braço e não há muros, concreto ou arame farpado. Estou protegida em seus braços mais uma vez, e nada por me fazer mal. 

Continua...

20 de novembro de 2013

Playlist: in love


Às vezes, ficamos tão envolvidos pela emoção de finalmente ter encontrado alguém especial que as palavras simplesmente somem quando queremos dizer coisas bonitinhas, sabe? Demonstrar que estamos felizes e totalmente in love

Então, para ajudar vocês, montei mais uma playlist totalmente inspiradora e cheia de músicas que são verdadeiras declarações de amor.



Eu ouvi um suspiro?

27 de dezembro de 2012

Tudo novo, de novo


Despedidas. Ninguém tem noção do quanto eu as odeio! Ainda mais quando se trata de dar "tchau" pra mais uma época da minha vida que eu vou sentir falta e lamentar o bastante até me encher. Lamentar ter visto passar tão depressa enquanto eu podia ter feito um pouco menos que correr. Se tudo fosse mais devagar, até daria pra eu dizer umas coisinhas pra um certo alguém. Mas já passou. Estou atrasada para meu embarque em 2013. E você, vem?

Quando paro pra pensar em um resumo apropriado pra esse ano, chego a achar que apostei corrida com ele. Será que fui audaciosa o bastante pra simplesmente não pisar no freio e seguir em frente? Talvez, sim. Ou não. Mas se há um verdade nisso tudo, é que que meu coração se acostumou com a adrenalina.

Foi um ano de muita persistência e determinação, não foi à toa que tomei a decisão de entrar pra faculdade e bancar minhas despesas.

Embora eu tenha me divertido pouco, talvez tenha sido isso que tornou os momentos de lazer tão especiais. Dancei e até sambei em cima de um salto, ri e não precisei de mais que uma Coca-cola pra tudo isso. E depois de um dia inteirinho de trabalho. E por falar em trabalhar, nossa, como trabalhei esse ano! Tanto que até chorei: de cansaço, de frustração e por fim, de orgulho dos alunos brilhantes que eu tenho e que fazem com que meu trabalho justifique a correria e o caos da minha rotina.

Pela primeira vez, recebi flores. Ganhei promoções, elogios e admiradores. Sem falar dos olhares de aprovação e os curiosos com uma pitada de desaprovação. Sou um diário julgado pela capa, mas nada que pessoas realmente amigas não resolvam. Aliás, se tem uma coisa que também é característica de 2012, é o quanto conheci pessoas. Falei, ouvi, conversei... Onde minha timidez foi parar nessas horas?

Uma das coisas que mais fiz também, foi cantarolar. Quem me conhece e quem também não me conhece, sabe que sou meio só. Sozinha com meus pensamentos, então, meus fones de ouvido foram meus grandes parceiros. Não parece nada de especial, mas a música também marcou o meu ano. Tanto que até música ganhei. Isso mesmo! Escreveram uma musica pra mim. Obrigada, galã.

A distância foi um ponto crítico do meu ano. Fiquei mais longe ainda da minha família e dos meus amigos. Deixei de ligar, de aparecer e dar um "oi" por várias vezes e vários motivos. Quero que saibam que eu tentei me dividir em muitas, mas o máximo que consegui foi fazer com que vocês se sentissem abraçados em épocas boas e ruins da vida de vocês. Mesmo longe, mas foi o máximo e pra vocês.

Eu ainda não encontrei o cara ideal pra mim, mas pode deixar que a gente se esbarra em um café da vida ou, para minha surpresa, eu já o conheça. Só não prestei atenção e nem ele. Não ganhei na loteria, porque não joguei. Não pintei o cabelo de azul, porque não sou corajosa o suficiente ou talvez eu tenha me tornado mais eu do que sempre imaginei. E não deixei as unhas crescerem, mas ano que vem eu vou jogo a ansiedade fora. Talvez não tenha sido a hora de todas essas coisas se resolverem, mas se você é um sósia do Pattinson e se interessar, por favor, diga que está interessado. Faça alguma coisa! Eu também vou dizer isso pra mim e bastante. Faça amigos, faça o dever de casa e faça logo, Thais!

Embora seja quase 2013, ainda é 2012. Eu e você, temos quatro dias para fazer o que ainda não deu tempo: arrumar o armário, limpar a estante, sair com as amigas e até se declarar pro gatinho que você tanto admira. É sério, não se acomode. Vai lá e faz alguma coisa, antes que alguém passe na sua frente. Antes que o ano passe e você fique.

Desde que acordei, recebi vários "o que você espera pra ano que vem?". E quer saber? O que me espera, espera por mim nos próximos dias. Horas, meses e anos. Adoro surpresas e dessa vez não será diferente. Ou será que vai? Bem, é só esperar pra ver.

Caro "2013", por vir com tudo novo. Estou preparada, de novo!




21 de março de 2012

standing in the shadows

Nada é para sempre - disse para mim mesma em voz alta e de forma branda. Mas do que adianta o nada ser para sempre se você que, sempre vai ser tudo para mim, não se encaixa no contexto do para sempre como na história da Cinderela? Eu sei que parece confuso, mas se fosse necessário te chamar de nada para que eu pudesse acordar todos os dias de minha vida e encontrar seus olhos iluminados, eu o faria. Não se ofenda, meu querido... o tudo é nada sem você.

Quantas vezes, pelo menos esta semana, você - é, você do outro lado da cidade - parou para admirar o entardecer? Não sabe? Se me permite ressaltar, dizem por aí que é lindo. Mas esse não é o ponto em questão. Não que haja pontos, exclamações e muitas vírgulas pelo caminho... mas ela é única e, sinceramente, não há poeta ou escritor que poupe palavras quando seu nome é citado.

De tempos em tempos, resmunga como uma pobre velha amarga. Quem um dia se interessaria por alguém como ela? Com aqueles pés feios de bailarina, porém estes mesmos esquerdos. Vá saber quantos rodopios deu sem bater ou quebrar algo... delicada, desajeitada e Deus, como eu queria que ela não fosse diferente do que é.

Em fantasias no intervalo da rotina, sonhava em se chamar Annabel, ter cabelos negros e uma casinha de boneca em algum canto da Inglaterra que ficasse entre a cidade e o campo. Sensível que só, já tinha uma armadura para os dias de luta. Como algumas personagens por aí, ela não enfrentava dragões ou bruxas, mas gostava da idéia de ter um príncipe só para si. E pela eternidade.

Tudo o que lhe resta são as verdades, tais como ter um emprego, morar em um lugarzinho com pessoinhas e se sentir Alice depois de ter bebido do vidrinho escrito "Beba-me!": não se encaixa. Queria ter um piano, mas tudo que tem é a calmaria que ele transmite dentro de si. Ela é melodia para os ouvidos altamente atentos de qualquer um. Desculpe-me, mas não qualquer um.


Faz um tempo e, não sei dizer exatamente quando, que alguém com um comentário amável pediu que eu fizesse uma lista de coisas aleatórias sobre mim. Não sei se vocês perceberam, mas na minha humilde criação logo ali em cima, fiz o favor de detalhar algumas peculiaridades sobre mim e confesso que poucas pessoas desconfiam de tais mesmas, por isso o nome em inglês standing in the shadows.

Utilizei dessa frase em inglês para o post para fazer referência a certas coisas sobre mim que ainda são ocultas para outras pessoas. Meus maiores sonhos, manias e sentimentos... tomo como exemplo os dias em que pareço quase desabar e ainda sim, consigo atuar de forma eficaz para minha família e alunos. São os dias em que me considero uma verdadeira atriz. Mas deixa de papo furado... que tal saber de mais coisas sobre moi?


♥ Sempre que tinha vontade, cortava meu cabelo sozinha. Não sei se dizer se era ócio, tristeza ou qualquer outra coisa negativa do tipo, mas eu o fazia. Vai entender, não é?

♥ Gosto de olhos bonitos. Não necessariamente claros, até porque amo olhos escuros! Mas há coisas no olhar de uma pessoa que ninguém pode decifrar, sem falar do quanto podem ser encantadores; Desde pequena, tenho problema em encarar as pessoas nos olhos e isso pode soar de forma negativa para muitos, mas é algo que não consigo evitar (timidez define). Sempre estou a punir à mim mesma por perder a oportunidade de parecer normal e de descobrir uma nova cor nos olhos de alguém.

♥ Descobri ano passado que minha cor favorita é azul, mas que, na verdade, a minha cor da sorte é verde. Algo mágico sempre acontece comigo quando estou de verde e chega a ser assustador, acreditem!

♥ Nunca recebi um buquê de flores e nem uma florzinha que seja.

♥ O primeiro desenho que assisti na vida foi A Branca de Neve. Desde então, mesmo que de forma implícita, espero por alguém que me tire da mesmice rotineira e me faça feliz para sempre. Mas, assim como Branca, não quer dizer que eu não seja feliz... na verdade, eu sou. Vejo magia em quase tudo; já tive uma festa temática da Branca de Neve.



♥ Não consigo deixar meu cabelo de um jeito por muito tempo, seja na cor ou no comprimento. Sem falar que, quando saio, não deixo ele só solto ou só preso. Eu prendo, solto, faço coque, trança, tudo!

♥ Nunca consultei um especialista, mas tenho certeza absoluta de que tenho problemas sérios de ansiedade. Transpareço ser uma pessoa extremamente calma por fora, mas quase morro por dentro e ninguém nunca percebe. Por isso não tenho unhas, já que detono elas desde que me entendo por gente.

♥ Hoje em dia, era para eu ser uma bailarina muito talentosa, mas optei pelo inglês e desisti das sapatilhas quando eu tinha nove anos.

♥ Filmes como O Jardim Secreto e A Princesinha jamais serão esquecidos por mim.

♥ Há dias em que acordar cedo é muito difícil para mim. Desde os meus dois aninhos, sempre acordei cedo, então, tem se tornado cada vez mais cansativo. E, além disso, gosto de acordar pela manhã sem ter que sair correndo pela porta com o intuito de chegar cedo no trabalho ou no cursinho.


♥ Nunca recebi cartas apaixonadas pelo correio, muito menos cartas de parentes distantes ou amigos com saudades.

♥ Nunca tive (e nem vou ter) festa de quinze anos. Nem formatura! E nunca me imaginei em um casamento, em particular no meu. Não consigo imaginar casamento, marido, filhos... nada. Fico pensando se sou normal por isso, mas até então não tive problemas com isso.

♥ Amor é algo muito simples e muitas passam a vida inteira tentando entender. Muitos morrem tentando ou simplesmente inventam algo e dizem que é amor... vai além de tudo e ao mesmo tempo e como eu disse, é simples. É algo que se sente e não pensem que é paixão... você nunca deixa de amar alguém. Por mais que você se separe do marido, não veja mais aquele amor de infância ou tenha todos os motivos do mundo para odiar (porque ele te dá esse motivos), lá no fundo você sabe que se ele aparecesse na sua casa aos prantos ou algo do tipo, algo ia acontecer dentro de você. Isso é amor. Mas não quer dizer que você tenha que se submeter à coisas ruins por conta do amor, como aturar o marido te espancando... não é o amor que faz doer e te sufoca, mas sim as situações e como você se sente perante à elas. E cabe à você fazer suas escolhas! A vida é assim, feita de escolhas.

♥ Amo quando o céu vai além do azul claro e do azul-escuro, quase negro. Quero dizer, amo quando fica laranja, rosa, roxo, amarelo pastel no horizonte com algumas nuvens... não há nada que me fascine mais.

♥ Dias com chuva são os melhores! Ainda mais acompanhados daquela brisa fresca, um guarda-chuva colorido e um casaco aconchegante.

25 de dezembro de 2011

Sonho sabor licor




Você trabalha e gosta dos seus cigarros. Sua pele flui aroma de licor, certamente o meu favorito. Sorri com o canto da boca e me derrama em lágrimas com seus olhos tremendamente escuros. Posso mergulhar nestes mesmos até mesmo por fotos. E, antes que eu esqueça, quem me dera se eu fosse tão sua quanto eu sonho com o dia que você vai entrar pela porta da frente, me surpreender na cozinha, me abraçar e me deixar com aquele cheiro de licor, que eu amo.

Você me toma para dançar, como sempre de surpresa. Depois, corre e ri fazendo serenatas pela casa só para ver como o vestido que me deu rodopia acompanhado das notas. Cada nota, um beijo gentil por existir. Que a música nunca acabasse, então.

Todas as manhãs são divinas: eu trançando meu cabelo e pedindo que você não faça a barba. Você gosta de fazer surpresas, não é? Mais uma vez, me surpreende e me levanta com um “eu te amo” e “você e seu jeito que me faz chegar atrasado”. Eu insisto que você corra, mas você insiste em café, em rir com o canto da boca e olhos, em mim...

No sofá florido, você faz aquelas caretas lindas. Eu não faço muito esforço – admito minha falta de beleza – mas você diz que eu sou cega e que talvez tenha exagerado nas doses noite passada. Gosto do seu jeito de contrariar.

Por fim, você põe seus óculos escuros e para na porta com um “mal posso esperar para encontrar você aqui” e eu solto sem pensar “eu mal posso esperar para que você me encontre... aqui”. Ele sorri, beija minha testa enquanto passa a mão em minhas únicas mechas de cabelo soltas e sai. Espero que ele volte. E logo.

Quando me aproximo da varanda, posso vê-lo feliz. Quando acordo, minha mãe me chama para escovar os dentes, tomar café e arrumar a casa.

Súbitamente desejo que a realidade não seja tão amarga quanto o café do meu pai, que o dia não seja stress em gotas e que você me encontre exatamente aqui, em nossa realidade de aroma licor.

15 de julho de 2011

Ps: Eu não te amei.

Adolescentes e seus corações precipitados. Eu já deveria saber.


Meus amigos costumam me chamar de Sam, mas ele sempre me chamou de amor.
Todas as histórias e coisas que nos contam quando se trata de "amor", são sempre a mesma ladainha: ela ama, ele só a beijou. Ela ama, ele nem sabe que ela existe. Ela ama e ele é um perfeito canalha.

Da última vez foi comigo. E foi diferente.

Conhecida pelo coração constantemente apaixonado pelo amor, ninguém nunca deixou de pensar que eu seria uma galeria de corações partidos. Enganada e entregue a todas as emoções mágicas e fantasiosas, eu amava por simplesmente acreditar na magia. Tolice a minha, obviamente.

Ele resolveu aparecer quando eu completei dezessete. Era lindo e eu estava completamente apaixonada. Ron - jamais esquecerei a forma carinhosa como eu o chamava - tinha dezoito e um coração aventureiro. Costumava comentar sobre seus sonhos quase todo o tempo e eu adorava. Ainda mais quando eu estava inclusa nestes mesmos.

Ele me amava. E muito. Lembro de várias vezes pedir para que ele se acalmasse quando falava de mim com seriedade perante aos meus pais. Quase chorava e, também, eu quase o acompanhava em doses de emoção.

Éramos fortes e inseparáveis. Um só, de acordo com os amigos mais próximos.

Com o passar do tempo, tanta coisa mudou. Do meu corte de cabelo tradicional até os meus sentimentos pelo adorável Ron. Eu temia calada o quanto estaria o magoando por não dizer nada sobre mim. Outra mesma história: o problema nunca foi ele, jamais. As coisas se encarregaram de mudar e, novamente, decidiram por me incluir em todos os aspectos de mudança.

Fiquei mais madura e incrédula com o passar do tempo. Os beijos de despedida viraram obrigatoriedade e eu já podia sentir minhas mãos gélidas de solidão, aquelas mesmas que eu sempre tive desde que nasci.

No final de tudo, deixe que Ron fosse sem nenhuma explicação válida. Admito ter sido cretina, mas justa com os sentimentos dele. Em nenhum momento, eu desejei que tivesse sido diferente e, por mais que eu nunca tenha sentido amor, eu não me arrependo de nada. Bem... de uma coisa eu me arrependo.

Ele deveria ter sido amado e não apenas mais uma paixão adolescente. E essa foi a primeira vez que eu parti o coração de um rapaz. Alguém que não era um rapaz, mas sim o meu garoto.

Para sempre.

11 de junho de 2011

Doze músicas apaixonantes para o dia doze!

Todo mundo já está completamente cansado de saber o quanto a música é um fator que influi muito em nossas vidas, especificamente em momentos desta mesma. Certo?
A data mais especial para os apaixonados de plantão está chegando, então, decidi fazer um playlist com as melhores doze músicas apaixonantes e presentear meus leitores com uma trilha sonora digna para o Dia dos Namorados!




2 de junho de 2011

Doses de café e pitadas de saudade

 Minhas pernas não carregam mais consigo o cansaço de outros verões conturbados. Não estou falando de caminhadas que me deixariam exausta em questões de minutos – volte a praticar exercícios, senhorita? – mas, sim do quão trêmulas estas mesmas foram durante períodos incessantes, noites sem fim e em agonias deploráveis.
 Aqui estou eu, de novo. Escrevendo ou digitando. E desejando de forma amarga e esperançosa que ele se arrependa de ter mentido de forma tão encantadora e volte correndo pra mim, decidido a aparecer cantando Free Fallin'. Espero que ele me tome em seus braços e me encontre naquele abraço apertado mais uma vez. Eu jamais poderia deixar que sua voz escapasse de meus ouvidos.
 Cansada, atordoada e com alguns goles de café a mais ou a menos... Bem... Não. Eu realmente não sei o que se passa com você, já que o mar de carros e estradas caóticas que nos separam, tem quase o dever de fazer com que eu me sinta imprudente ao cogitar a idéia de provar que eu existo. Mesmo que você negue todos os santos dias ocupados, eu estou aqui. Escrevendo sobre você – obrigada por não ler mais uma vez.
 Com meus pés fincados nessa tese de frieza, eu mergulho em garrafas vazias. Estas já não têm mais seu sorriso e eu me refugio nas palavras enquanto fujo da multidão que parece saber tudo, mas eles não sabem como começou. E muito menos eu. Não encontro explicação racional – onde eu estava com a cabeça? Provavelmente em você e no seu jeito de me tratar com se eu fosse única, óbvio. Sem falar dos seus olhos. Ah, esses olhos transbordando esperteza. Eu deveria ter notado, mas eu não quis.
 Eu não tenho mais certezas, você foi incerto, incorreto, inapropriado... E, mesmo assim, assemelha-se a uma resposta certa em uma aula de cálculo. É, você o cara errado. Eu, a garota certa. Nunca ficaríamos juntos.
 Pausa para a dor no peito e um gole demorado de café.

7 de abril de 2011

Quando Caty se apaixonou pelo mundo



 Não sou o cara mais certo do mundo, mas nem por isso tenho que ser castigado desta maneira. Ela. O problema todo é ela. Não que ela seja literalmente um problema, mas eu não consigo dormir desde o último sorriso. Um sorriso que eu, honestamente, sempre desejei que fosse meu.
 Caty tem manias, manias chatas, manias encantadoras e aquelas manias que fazem dela a pessoa mais intrigante que conheço. É necessária em todos os meus dias, mas sempre se esvai entre todas as minhas expectativas. Sempre tenta ser cuidadosa em suas frases e gentil com suas palavras, e faz com que eu me apaixone cada vez mais. Mais, mais e mais.
 Quando caio na triste realidade de que Caty nunca será minha, eu penso em como seria sortudo o dono do coração dela. Mas eu não posso negar que ela é do tipo de garota que sonha tão alto que acaba conseguindo tudo o que sempre desejou. E eu fico orgulhoso, até me encontrar aqui escrevendo mais sobre ela. Alguém que eu nunca terei em meus braços, pois ela preferiu abraçar o mundo com seus sonhos de cidade grande.

Thais Rodrigues




Depois de tanto tempo sem postar, resolvi tomar um pouco de ânimo com uma pitada de criatividade e criar coragem para reavivar a possível escritora que existe em mim. Espero que compreendam minha falta de tempo e continuem com seus comentários maravilhosos, queridos leitores!
Esse texto foi inspirado em um grande amigo meu que era apaixonada por uma garota que preferiu partir. Era apaixonado. Era.

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