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13 de junho de 2013

você em todas as letras

Sem título

Vamos lá: hora de escrever algo novo. Deixa eu pensar... já sei! Você... pensando bem, melhor não. Li sobre algo parecido em alguns dos papéis amassados na gaveta. Tcharam! Outra ideia sobre... é, você. Você, você, você! Pobre Clarice preocupada com o CD sobre uma pessoa só. Sei como ela se sente, agora que deu até vontade de arrancar as letras do seu nome do teclado.

Não vale me chamar de Amy e querer me internar. Já tentei remédio, comprimido, xarope com gosto de ferrugem e nada. Nada me tira você da cabeça e muito menos daqui. É, bem aqui. Você está em tudo aqui. Não vê? Em cada espaço, vírgula, travessão que eu não pretendo usar, mas acaba saindo sem querer como seu nome em uma conversa aleatória na hora do almoço.

Tentei controlar, mas é em vão. Eu escrevo e é impossível você não dar as caras por aqui, seja com nome de Bernardo ou João, mas não porque eu quero. Não é culpa minha! Porque se eu pudesse algo nesse instante, apertaria o interruptor e desligaria você daqui de mim. Você iria embora enquanto as luzes se apagam e esse show de horrores terminaria antes da sessão da tarde.

Enquanto eu sofro com a ausência de você por perto e sua presença irritante em tudo que está escrito ou para ser escrito, acho engraçadinho todo mundo tentando te desvendar. Se você é alto, ou baixo. Bonito ou ajeitado. Fortão e sarado! Se tem espinhas na cara, ou se está aprendendo um novo idioma. Mal sabem elas que você é tudo e que nada elas irão arrancar de mim.

Você é o meu segredo. Vai ficar guardado aqui, acolá ou em cada letra que eu ousar usar.

1 de maio de 2013

Lá de cima do apartamento

Candy House

Eu estava lá: bem. Jogada na poltrona com cheiro de hortelã e vinho derramado, encarei meus pés até quando deu. Bateu aquela vontade de ligar para a pedicure extravagante do terceiro andar, mas não economizei e deu no que deu. Na verdade, não deu: não paguei a conta do telefone e mal dá para fazer aquela ligação. Se me ligarem, vai que é milagre.

Vai que lembram de mim antes da novela das oito.

Um pouco irritada com minhas unhas por fazer, voltei a encarar a janela sem cortinas da minha cobertura. Ai de você se pensar que vivo como uma socialite excêntrica e surtada. Só deu para ser a cobertura, porque nenhum hóspede estava disposto a subir com bolsas de mercado até o último andar. Preguiçosos. Mas até que a vista é legal: vizinho musculoso, com cabelos molhados e que adora andar de toalha, mas que convida outros caras para jantar. A vista legal foi até o "andar de toalha" e só.

Quando a coisa começa a esquentar e eu não estou falando do meu jantar, vulgo miojo, faço uma careta e olho para outra janela. Daqui de cima, dá até para ouvir a voz de Cícero ecoando pela janela do segundo andar do prédio azul, logo a frente. Ele terminou o curso de Administração, mas a praia dele mesmo é cantar para encantar essa rua vazia e alaranjada pelo pôr-do-sol.

Se um dia ele fica famoso e "bomba" nas rede sociais, peço o endereço dele só para não ser obrigada a ver e ouvir ele sendo substituído por um pagode mal amado. Dispenso as dores de cotovelo do passado. De dor mesmo, só a de susto com a fatura do cartão.

Apagam-se as luzes e a música para. Cícero deve estar indo visitar Antonella, a menina de sorte. Ele gosta de visitá-la toda Sexta-feira. Mania de músico, sabe? Vai entender. Ela mora no primeiro andar, porque tem pernas cansadas pelas horas excessivas no estúdio de balé que é da mãe. Cícero só não morrer de amor, porque ele vive para ela. Já ela, morre a cada segundo.

A menina de sorte, na verdade tão amada, tem uma doença rara que nem o Dr. Crispim ali da esquina, com jaleco branco e bigode da mesma cor, conseguiu adivinhar. Ele até brinca dizendo que é doença de bailarina esforçada, mas a coisa toda é bem mais trágica do que as músicas que dança parecem soar.

Fico meio triste, afinal, ainda existem histórias de Romeu e Julieta espalhadas por cada canto dessa rua e do mundo. É engraçado como a humanidade tem um gostinho todo especial em complicar histórias de amor. Pra mim, isso já tinha morrido junto o casal apaixonado e tonto da história.

Anos se passaram, a tecnologia vem se inovando cada vez mais e será que ninguém ainda descobriu como se usa esse bendito coração nosso de cada batida? É tanto tapa, batida e surra que o pobre leva, que nem dá pena. Coração burro e sem vergonha apanha mesmo. Então, por que somos nós que carregamos o fardo da dor?

Com toda esse drama Cícero e Antonella digno de se escrever um best seller, ficar famosa, rica e com muitos seguidores no Twitter, confesso que fico meio deprimida. Tudo que tenho a fazer e desviar o olhar, procurando por uma história mais interessante e feliz para contar. Não penso duas vezes e corro com os olhos para o apartamento verde, que fica do lado da quitanda do Alfredo.

Na altura dos meus olhos, me deparo com outra cobertura do oitavo andar e escura. Ninguém em casa. Nada mais interessante que um apartamento vazio e empoeirado para se começar um livro que irá mudar vidas.

Mas, esperem. Uma das luzes se acende e quase coloco as duas pernas para fora da minha janela, como se isso fosse me ajudar a ver e ouvir melhor. Segurando minha curiosidade na garganta, enxergo um rosto familiar com cara de "não sou daqui, mas você também não é". Não sou mesmo, mas isso é outra história.

E ele, bem... vai me render história.

22 de fevereiro de 2013

Trinta


Vinte e seis. Talvez, vinte e nove. Não sei ao certo, mas dezenove ou vinte eu sei que ele não tem. Por alguma piada do destino, parou do lado da minha mesa e perguntou se podia se juntar a mim. Fui contrariada e surpreendida nos primeiros cinco segundos, pois ao contrário do que achei, não exalou pretensão ou aquela velha conhecida imaturidade dos caras, ops garotos com que eu havia me relacionado antes.

Sério, estupidamente charmoso e, ao mesmo tempo, envolto por um ar proibido e arriscado que eu não poderia explicar. Quem sabe sejam meus míseros, indefesos e recentes dezoito anos ou a cara dele de quem ouve Strokes e Jazz.

Piscar de olhos, mais uma expressão e firme para a coleção, e cigarro entre os dedos. Merda! Por que? Ah, se ele soubesse o quanto eu abomino cigarro. Por que? Tem culpa não. Culpa mesmo é do seu companheiro de trabalho que quase arruinou o negócio do ano com a empresa X e o cigarro é a sua válvula de escape. Mas só por hoje.

O jogo de luzes me deixa bêbada. Não posso deixar de agradecer a mim mesma por ainda permanecer imóvel e sentada no mesmo lugar do começo da história. E a ele também, por ter feito com que eu fincasse meu interesse e minha atenção neste mesmo lugar, em meio a copos vazios de fanta laranja e guardanapos rabiscados.

"Quantos anos essa garota tem? Oito?", ele deve estar pensando.

E se eu apostasse em postura e expressão blasé? Vou aproveitar e pedir algum drink com nome complicado ou que tenha duplo sentido. Vai que... sei lá, ele não suspeita? 

Joga cabelo, postura, carão, estalar de dedos e um "por favor, um Harvey Wallbanger".

De repente, aquele movimento constante dos dedos dele fazendo com que o cigarro dançasse nestes mesmos para. Quase engasgo com o maldito drink e fico tonta rápido. Luzes, álcool e uma versão real do Christian Grey.

Continua...

21 de março de 2012

standing in the shadows

Nada é para sempre - disse para mim mesma em voz alta e de forma branda. Mas do que adianta o nada ser para sempre se você que, sempre vai ser tudo para mim, não se encaixa no contexto do para sempre como na história da Cinderela? Eu sei que parece confuso, mas se fosse necessário te chamar de nada para que eu pudesse acordar todos os dias de minha vida e encontrar seus olhos iluminados, eu o faria. Não se ofenda, meu querido... o tudo é nada sem você.

Quantas vezes, pelo menos esta semana, você - é, você do outro lado da cidade - parou para admirar o entardecer? Não sabe? Se me permite ressaltar, dizem por aí que é lindo. Mas esse não é o ponto em questão. Não que haja pontos, exclamações e muitas vírgulas pelo caminho... mas ela é única e, sinceramente, não há poeta ou escritor que poupe palavras quando seu nome é citado.

De tempos em tempos, resmunga como uma pobre velha amarga. Quem um dia se interessaria por alguém como ela? Com aqueles pés feios de bailarina, porém estes mesmos esquerdos. Vá saber quantos rodopios deu sem bater ou quebrar algo... delicada, desajeitada e Deus, como eu queria que ela não fosse diferente do que é.

Em fantasias no intervalo da rotina, sonhava em se chamar Annabel, ter cabelos negros e uma casinha de boneca em algum canto da Inglaterra que ficasse entre a cidade e o campo. Sensível que só, já tinha uma armadura para os dias de luta. Como algumas personagens por aí, ela não enfrentava dragões ou bruxas, mas gostava da idéia de ter um príncipe só para si. E pela eternidade.

Tudo o que lhe resta são as verdades, tais como ter um emprego, morar em um lugarzinho com pessoinhas e se sentir Alice depois de ter bebido do vidrinho escrito "Beba-me!": não se encaixa. Queria ter um piano, mas tudo que tem é a calmaria que ele transmite dentro de si. Ela é melodia para os ouvidos altamente atentos de qualquer um. Desculpe-me, mas não qualquer um.


Faz um tempo e, não sei dizer exatamente quando, que alguém com um comentário amável pediu que eu fizesse uma lista de coisas aleatórias sobre mim. Não sei se vocês perceberam, mas na minha humilde criação logo ali em cima, fiz o favor de detalhar algumas peculiaridades sobre mim e confesso que poucas pessoas desconfiam de tais mesmas, por isso o nome em inglês standing in the shadows.

Utilizei dessa frase em inglês para o post para fazer referência a certas coisas sobre mim que ainda são ocultas para outras pessoas. Meus maiores sonhos, manias e sentimentos... tomo como exemplo os dias em que pareço quase desabar e ainda sim, consigo atuar de forma eficaz para minha família e alunos. São os dias em que me considero uma verdadeira atriz. Mas deixa de papo furado... que tal saber de mais coisas sobre moi?


♥ Sempre que tinha vontade, cortava meu cabelo sozinha. Não sei se dizer se era ócio, tristeza ou qualquer outra coisa negativa do tipo, mas eu o fazia. Vai entender, não é?

♥ Gosto de olhos bonitos. Não necessariamente claros, até porque amo olhos escuros! Mas há coisas no olhar de uma pessoa que ninguém pode decifrar, sem falar do quanto podem ser encantadores; Desde pequena, tenho problema em encarar as pessoas nos olhos e isso pode soar de forma negativa para muitos, mas é algo que não consigo evitar (timidez define). Sempre estou a punir à mim mesma por perder a oportunidade de parecer normal e de descobrir uma nova cor nos olhos de alguém.

♥ Descobri ano passado que minha cor favorita é azul, mas que, na verdade, a minha cor da sorte é verde. Algo mágico sempre acontece comigo quando estou de verde e chega a ser assustador, acreditem!

♥ Nunca recebi um buquê de flores e nem uma florzinha que seja.

♥ O primeiro desenho que assisti na vida foi A Branca de Neve. Desde então, mesmo que de forma implícita, espero por alguém que me tire da mesmice rotineira e me faça feliz para sempre. Mas, assim como Branca, não quer dizer que eu não seja feliz... na verdade, eu sou. Vejo magia em quase tudo; já tive uma festa temática da Branca de Neve.



♥ Não consigo deixar meu cabelo de um jeito por muito tempo, seja na cor ou no comprimento. Sem falar que, quando saio, não deixo ele só solto ou só preso. Eu prendo, solto, faço coque, trança, tudo!

♥ Nunca consultei um especialista, mas tenho certeza absoluta de que tenho problemas sérios de ansiedade. Transpareço ser uma pessoa extremamente calma por fora, mas quase morro por dentro e ninguém nunca percebe. Por isso não tenho unhas, já que detono elas desde que me entendo por gente.

♥ Hoje em dia, era para eu ser uma bailarina muito talentosa, mas optei pelo inglês e desisti das sapatilhas quando eu tinha nove anos.

♥ Filmes como O Jardim Secreto e A Princesinha jamais serão esquecidos por mim.

♥ Há dias em que acordar cedo é muito difícil para mim. Desde os meus dois aninhos, sempre acordei cedo, então, tem se tornado cada vez mais cansativo. E, além disso, gosto de acordar pela manhã sem ter que sair correndo pela porta com o intuito de chegar cedo no trabalho ou no cursinho.


♥ Nunca recebi cartas apaixonadas pelo correio, muito menos cartas de parentes distantes ou amigos com saudades.

♥ Nunca tive (e nem vou ter) festa de quinze anos. Nem formatura! E nunca me imaginei em um casamento, em particular no meu. Não consigo imaginar casamento, marido, filhos... nada. Fico pensando se sou normal por isso, mas até então não tive problemas com isso.

♥ Amor é algo muito simples e muitas passam a vida inteira tentando entender. Muitos morrem tentando ou simplesmente inventam algo e dizem que é amor... vai além de tudo e ao mesmo tempo e como eu disse, é simples. É algo que se sente e não pensem que é paixão... você nunca deixa de amar alguém. Por mais que você se separe do marido, não veja mais aquele amor de infância ou tenha todos os motivos do mundo para odiar (porque ele te dá esse motivos), lá no fundo você sabe que se ele aparecesse na sua casa aos prantos ou algo do tipo, algo ia acontecer dentro de você. Isso é amor. Mas não quer dizer que você tenha que se submeter à coisas ruins por conta do amor, como aturar o marido te espancando... não é o amor que faz doer e te sufoca, mas sim as situações e como você se sente perante à elas. E cabe à você fazer suas escolhas! A vida é assim, feita de escolhas.

♥ Amo quando o céu vai além do azul claro e do azul-escuro, quase negro. Quero dizer, amo quando fica laranja, rosa, roxo, amarelo pastel no horizonte com algumas nuvens... não há nada que me fascine mais.

♥ Dias com chuva são os melhores! Ainda mais acompanhados daquela brisa fresca, um guarda-chuva colorido e um casaco aconchegante.

5 de junho de 2011

Hospitalizando um coração

 Eu podia ouvir ele parando, sofrendo e fazendo com que eu respirasse, mesmo que com muita dificuldade. Intrigado com perguntas que nunca foram respondidas. Perguntas que nunca existiram, caminhos que nunca foram pensados, o “eu e você” que não foi comemorado pelo “nós”... Eu sabia.
 Não está disposto a corresponder minhas expectativas? Então, volte casas o suficiente até não saber do fim e perder o começo de vista. Perder-me de vista. Para Sempre.

23 de maio de 2011

Próximo capítulo, por favor.

 Eu escuto meu coração, sigo em frente e me declaro. Você sorri. Corrigindo, você não sorri, porque sorrir é algo mais gentil, carinhoso e amável... E tudo o que eu vi, foi você se virando para rir com seus amigos. E para o meu prazer, agora eu sei o quanto você detesta meus óculos e o jeito como meu cabelo fica quando está preso. Ótimo.

 Próximo capítulo.

 Meu cabelo está solto, minhas novas lentes de contato são estressantes, mas o meu caminhar desajeitado e medroso ainda é visível. Ele para. Eu paro de respirar. Finco meus pés nervosos no chão, prendo minhas mãos para que elas parem de tremer e sorrio. Ele ainda ri. Alguma coisa sobre meu senso de humor e meus amigos ainda não o agradam. Droga, droga e droga. Eu já disse o quanto eu acho minha vida uma droga?

 Próximo capítulo.

 Meu cabelo cresceu, eu fiquei mais alta e adquiri postura. Reconquistei meus amigos, meu senso de humor e não ligo de tropeçar a cada dois passos. Ok, eu detesto tropeçar, mas a questão é que minhas pernas não tremem mais e eu me sinto ótima, feliz e confiante!
 Espero que ninguém esteja olhando enquanto eu dublo a Demi lovato. Espero.
 Aquele cara. De novo.
 – Oi, Ann! Nossa, você está... Diferente!
 – Isso significa... ?
 – Que eu não posso deixar de te convidar pra sair. Eu acho.
 – Ah, é? Espera um pouco então.

 Próximo capítulo.

 O que foi? Ele me deixava nervosa. Deixava.
  A vida é minha e certas partes são tão dispensáveis que eu prefiro adiantar o filme e arriscar novas cenas, falas e personagens melhores. Bem melhores.

8 de maio de 2011

Essa é a história de como eu me apaixonei por alguém que não existia (parte 2)

 Os minutos quase rastejam. Meu estômago inquieto quase me faz desmaiar e a sensação é pior que qualquer borboleta importunando este mesmo. Respiro com dificuldade e o fato das minhas pernas estarem trêmulas pode me causar um possível vexame. Para ser mais clara, eu quase imploro para minhas próprias pernas não me decepcionarem. Cair na frente de toda essa gente está fora de questão.
 A música ficou lenta e o claro se tornou escuro em questão de segundos altamente imperceptíveis. Respirei fundo e tentei não parecer assustada, desesperada ou psicótica com a porção considerável de coisas repentinas que estavam acontecendo. Pobre Meg
– eu dizia a mim mesma.
 Se eu estava certa, minhas amigas e conhecidas tinham uma olhar totalmente convidativo. Bem, na verdade, elas me obrigaram a levantar e ir em direção a pista de dança; Música lenta e eu sem um par na pista de dança? Elas só poderiam estar brincando ou tentando fazer piada com a minha timidez absurda em situações como esta.
 Aproximando-me dos casais e de meninos parados observando um grupo de meninas rindo do momento romântico, notei que não era qualquer música. Eu poderia reconhecer aquela levada viciante e adorável em qualquer lugar na terra. “She Will Be Loved” era uma das minhas músicas favoritas do Maroon 5, obviamente.
 Sozinha. Mas não por muito tempo.
 Ele se aproximou. Eu corei.
 – Eu me lembro de você.
 – Eu me lembro de você há muito mais tempo, pode ter certeza. Na verdade... Eu sei quem você é.
Ele disse isso deixando transbordar convicção e esboçando um sorriso de canto altamente malicioso. Isso só podia ser um sinal de perigo. Obviamente fiquei sem palavras, mas ele não me venceria. Não mesmo.
 
Então, quem eu sou? – Eu era péssima em impor firmeza em minhas palavras. Droga.
 
Encontro você de meses em meses. Você aparece e desaparece. Você consegue se sobressair mesmo estando perto de muitas outras mulheres, porque você é diferente. Isso me atrai de uma forma estranha e eu não sei se consigo... Deixa pra lá.


Algum leitor assíduo por perto? Bem, mais um casal e mais uma história digna de ser contada em detalhes. Carregada de sensações e muitos pensamentos, esse conto merece ter um fim. Espero comentários, opiniões e tudo mais!

17 de abril de 2011

Essa é a história de como eu me apaixonei por alguém que não existia


 Lá estava ele, de novo. Eu estava prestes a desmaiar quando, novamente, percebi que estava rodeada de pessoas bem vestidas, conhecidas e que viveriam a se questionar o motivo do meu desmaio ou, melhor, vexame.
 Eu podia ouvir o som da festa ficando ensurdecedor ao mesmo tempo em que eu notava o tempo e todas as outras pessoas ficando lentas e pausando aos poucos. Eu e ele. Lá estávamos nós de novo. Seria o destino? Acaso? Coincidência idiota? Eram tantas interrogações que eu me sentira como um questionário das aulas de Geografia do Senhor Marcos.
 Antes que eu tropeçasse, eu continuei parada com meu olhar apavorado. Ele não deveria estar lá. Ou deveria? Eu não fui a única a notar sua presença misteriosamente encantadora. Ele parou a uma distância considerável entre mim e mais um grupo de pessoas. Ele parou. A certeza do momento é que ele já houvera me reconhecido. Eu estava usando o mesmo batom que usei no primeiro dia que nos vimos.
 Joe logo decidiu interromper minhas indagações. Imaginei como minha expressão deveria se incômoda e esquisita.
 Algum problema, Meg?eu pude sentir a curiosidade em seu tom de voz.
 Nenhum. Eu acho. Cai em devaneios, como sempre.aposto que dei um sorriso nada convincente. Espero que Joe não tenha notado a minha falta de prática quando a questão era omitir fatos.
 Olha, eu sei que você está muito bonita hoje e tudo mais... Mas isso não te dá o direito de mentir para mim, escritora. O que está te assombrando.
Eu quase quis gritar que não tinha Gasparzinho algum, mas sim o “Fantasma do Verão Passado”. Literalmente, pois a última vez que eu o vi foi no início do verão. Irônico, não?
 
Está tudo bem, Joe. Eu juro.automaticamente me lembrei de quem jura mente.
 Não acredito em você, escritora. Qual é a fascinante história que está te incomodando?ele levantara uma de suas sobrancelhas e quase pude sentir o sarcasmo no ar.
 
Você um dia ficará sabendo. Ou, talvez, irá ler sobre isto.meu sorriso, desta vez, era atormentado e sincero.
 Quando parei para me distrair de Joe e verificar onde se encontrava o misterioso rapaz, ele me encarava com dureza. Porém sua aparência era delicada e jovial demais para que eu me sentisse estranha. Eu não daria mais de vinte anos de idade para ele. Sua expressão era firme, mas eu sentia em seus olhos a doce surpresa em me ver ali. Parada. Ele me observou por mais alguns segundos antes que outro rapaz alto e loiro o chamasse para se sentar e jantar com seus outros conhecidos. Em seguida, eu arfei.
 Eu segui seus passos abalados com a surpresa até sua mesa com meus olhos. Eu não pude disfarçar depois de tanto tempo. Logo lembrei que precisava praticar mais e evitar todo o meu nervosismo eminente.
Por que ele estava ali? Será que ele ficou tão surpreso quanto eu? Quanto de ar ainda me restaria até o próximo acontecimento abrupto?
 A música agitada transformou-se em um Jazz suave, então, tentei relaxar e me divertir. Tentei, é claro.
 Charlotte e Jullie convidaram Joe, Mandy, Kyle e mais um menino que eu não conhecia para sentar na mesma mesa que a gente. Eu ainda não conseguia ignorar o fato do “Senhor Mistério” ainda estar me encarando. De jeito algum eu ficaria em paz. Não mesmo.
 As meninas falavam sobre outras meninas, Joe conversava com Mandy e Kyle e eu, involuntariamente, tentava empurrar todo o refrigerante para impedir o soluço repentino.



Olá, caros leitores. Bem, esse é mais um dos meus contos inacabados, mas de longe não deixa de ser o meu favorito. Tenho medo de continuá-lo, mas tenho medo de me decepcionar por não continuar com toda uma magia envolvendo mais uma Megan e um garoto misterioso. Obrigada por ler e continuem com os comentários maravilhosos!

7 de abril de 2011

Quando Caty se apaixonou pelo mundo



 Não sou o cara mais certo do mundo, mas nem por isso tenho que ser castigado desta maneira. Ela. O problema todo é ela. Não que ela seja literalmente um problema, mas eu não consigo dormir desde o último sorriso. Um sorriso que eu, honestamente, sempre desejei que fosse meu.
 Caty tem manias, manias chatas, manias encantadoras e aquelas manias que fazem dela a pessoa mais intrigante que conheço. É necessária em todos os meus dias, mas sempre se esvai entre todas as minhas expectativas. Sempre tenta ser cuidadosa em suas frases e gentil com suas palavras, e faz com que eu me apaixone cada vez mais. Mais, mais e mais.
 Quando caio na triste realidade de que Caty nunca será minha, eu penso em como seria sortudo o dono do coração dela. Mas eu não posso negar que ela é do tipo de garota que sonha tão alto que acaba conseguindo tudo o que sempre desejou. E eu fico orgulhoso, até me encontrar aqui escrevendo mais sobre ela. Alguém que eu nunca terei em meus braços, pois ela preferiu abraçar o mundo com seus sonhos de cidade grande.

Thais Rodrigues




Depois de tanto tempo sem postar, resolvi tomar um pouco de ânimo com uma pitada de criatividade e criar coragem para reavivar a possível escritora que existe em mim. Espero que compreendam minha falta de tempo e continuem com seus comentários maravilhosos, queridos leitores!
Esse texto foi inspirado em um grande amigo meu que era apaixonada por uma garota que preferiu partir. Era apaixonado. Era.

15 de setembro de 2010

Ele é tudo o que eu nem sempre quis


      O cabelo não era uniforme e o jeito de falar era cômico. Tão cômico que todos a nossa volta poderiam pensar que éramos grandes amigos de infância, mas não éramos. Era estranho aceitar o fato de que eu estava me acostumando a chamá-lo de meu, pois, no momento, ele era. Mesmo que ele não soubesse, mas eu tenho certeza de que ele sabia.
      Suas manias eram seu próprio charme, pelo menos para mim. Seu sorriso torto tinha algo que me fazia bem e, cá entre nós, esse sorriso combinado com seu olhar tímido eram a melhor coisa do mundo. Eu me esquecia até o quanto eu desejava um príncipe encantado, e não alguém como você.
      Voz suave, olhar hipnótico e uma personalidade totalmente compreensível. É, eu poderia escrever um livro sobre todas as suas características memoráveis, porém comuns. Era divertido trocar três palavras com você, porque, no final, eu sei que eu acabaria rindo.
      Eu adorava a verdade em suas palavras desajeitas e a maneira como você tinha vergonha de dizer meu nome sempre que tinha que partir.
      Quando eu estava ao seu lado, confesso que eu era amada. Eu podia sentir isso e, sinceramente, eu não estava errada. O modo como você segurava minha mão quando tentava impedir que eu partisse era a única prova que eu queria. Você era doce e desajeitado, ao mesmo tempo. Adorava ser engraçado, mas, também, era muito sério e misterioso. Isso sempre me encantou.
      Desde então, eu parei de desejar príncipes ou carinhas de filmes adolescentes. Agora, eu sei o que eu quero... Uma história real, e não um conto de fadas.
(Thais Rodrigues)

15 de agosto de 2010

A little bit Bella Swan


      Além de ter uma beleza um tanto sútil, Bella Swan tem o coração do vampiro Edward Cullen em suas mãos. Sortuda ou não, a protagonista, em alguns momentos, também se encontra abalada por Jacob Black, que é apaixonado por esta mesma.
      A questão é que muitas meninas queriam estar no lugar dela pelo simples fato de poder ter um amor eterno, mas não é assim que as coisas deveriam ser...    
  

      Bella tem personalidade, então, seja uma menina/ mulher de personalidade. Não tente imitar nenhuma das características dela ou de qualquer outra pessoa. Seja você mesma.
      Não se menospreze por não ter um vampiro ao seu lado, pois vampiros não existem. Sobre você encontrar alguém como o Edward ou o Jacob? Bem, não tenho tanta certeza de que exista por aí duas ou mais criaturas que se assemelhem tanto, mas vale apena acreditar, sonhar e saber quem te faz bem e, principalmente, o que é melhor pra você. Não mascare muito as coisas, ou seja, não ache que aquele fofo da escola é tão Edward quanto você pensa, porque não é. E não pense também que qualquer cara sarado, moreno e alto tem todo aquele jeito Jacob, porque, acredite, a maioria não tem.
      É tudo uma questão de destino, escolha e paciência, pois não pense que é só você pensar que quer uma pessoa ideal e, de repente, ela está bem na sua frente. As coisas por aqui são reais demais, então, não espere tanto das pessoas que pertencem à este mundo.
      Não se alarme ou se sinta inferior se você não tem a mesma aparência ou as mesmas qualidades que a Bella. Lembre-se, "seu" Edward deve ter opiniões que completem as suas. Deve ser uma boa pessoa.

      Enfim, a Bella tem um amor, características peculiares, estilo, uma beleza singela e uma vida, então trate de esquecer o quanto você gostaria de ser a Bella e comece a pensar de uma maneira positiva e diferente. Seja você uma Bella diferente das outras, ou, apenas, seja você mesma.
(Thais Rodrigues)





24 de fevereiro de 2010

" Esta não é uma história de amor...

... Esta é uma história sobre amor" .



Quando Tom, azarado escritor de cartões comemorativos e romântico sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer, ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado. Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.
A história do filme mostra a vida de Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt), um cara normal com vida medíocre e trabalhador de uma empresa de cartões congratulatórios. Apesar de ter certa estabilidade, Tom sentia-se incompleto. Até que sua vida ganha euforia atípica a partir do momento que Summer Finn (Zooey Deschanel) se torna sua colega de trabalho, e posteriormente seu objeto de desejo. Eles acabam se apaixonando, contudo o desgaste das situações adversas acaba os separando. Ele acredita em amor. Ela não. E esse pé-na-bunda faz Tom passear sob diversos aspectos de sua vida.


Vou contar pra vocês que eu sou FANÁTICA por soundtrack de filmes, então, separei a lista e o link do download do Soundtrack desse filme que eu não posso deixar de ver e eu aposto que você também não!


  1. "A Story of Boy Meets Girl" - Mychael Danna and Rob Simonsen
  2. "Us" - Regina Spektor
  3. "There Is A Light That Never Goes Out" - The Smiths
  4. "Bad Kids" - Black Lips
  5. "Please, Please, Please Let Me Get What I Want" - The Smiths
  6. "There Goes The Fear" - Doves
  7. "You Make My Dreams" - Hall & Oates
  8. "Sweet Disposition" - The Temper Trap
  9. "Quelqu’un M’a Dit" - Carla Bruni
  10. "Mushaboom" - Feist
  11. "Hero" - Regina Spektor
  12. "Bookends" - Simon & Garfunkel
  13. "Vagabond" - Wolfmother
  14. "She’s Got You High" - Mumm-Ra
  15. "Here Comes Your Man" - Meaghan Smith
  16. "Please, Please, Please Let Me Get What I Want" - She & Him
Download/ Trailer

4 de fevereiro de 2010

#Trecho



Não tenho medo de encarar aquilo em que acredito e
não me sinto obrigada a fazer o que todos querem que eu faça.
(Soul Love - À noite o céu é perfeito)





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