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3 de junho de 2015

Oração









































Não cabe mais nós, nem dós, nem dois
Tomarei lugar em outro espaço, outro abraço e não me deixarei mais pra depois
O que vier, eu grito, adiante-se! 
Não posso, nem vou esperar
Que essa lição já acabou, nossa missão não era amar

A verdade eu digo, eu choro e peço
E mesmo assim, o que faz é esquecer
Eu te peço um beijo, um carinho, desejo que você possa me ver
Sou a mesma de antes, com olhos castanhos e cabelo diferente
Não faço planos, e reclamo com os deuses, céus, o que fizeram com a gente?

Não me esqueça mesmo se eu ficar só
Eu mudo o caminho, te deixo sozinho, você diz que assim é melhor
Não que eu concorde com isso, nem que seja legal,
Mas assim eu te tenho, mesmo não tendo o nosso final
Sinceramente, se você mente, faz muito bem
Não faz conquista descente, mas comove a gente que nem te quer bem
Já sei dos seus planos, dos móveis, dos anos que adquiriu
Já tem uma casa, bem longe do lar que construiu

Por favor, não me deixe aqui
Sozinha no escuro, na luzes, no canto, não pertenço aqui
Se a nossa música finalmente tocar, lembra de mim, 
Me busca aqui, não vou mais chorar

Prometo uma coisa, se você me deixar
Eu vou embora, meu pé já está lá fora, não vou mais voltar
Se quiser me seguir, me faça rir
Como antes, agora tão distante, finalmente eu vi
Eu vi, eu vi... Vivi o mundo que você me deixou de presente,
Agora e aqui

Não me deixe memórias, nem ligações
Já mudei o telefone, a rota e minhas orações
Fique bem, peço ao senhor
Imploro, perdão
Me deixa esquecer o homem que me amou
Me deixa esquecer o meu grande amor

20 de novembro de 2013

Playlist: in love


Às vezes, ficamos tão envolvidos pela emoção de finalmente ter encontrado alguém especial que as palavras simplesmente somem quando queremos dizer coisas bonitinhas, sabe? Demonstrar que estamos felizes e totalmente in love. 

Então, para ajudar vocês, montei mais uma playlist totalmente inspiradora e cheia de músicas que são verdadeiras declarações de amor.



Eu ouvi um suspiro?

22 de junho de 2013

Tem troco para coração partido?

Sem título

— Finalmente! Pensei que eu teria que me contentar com suas mensagens de texto. Já faz um tempo que não vejo suas sapatilhas saltitando por aí, com você.
— Digo o mesmo! Quero dizer... não o mesmo sobre as sapatilhas, mas tudo bem. Nossa! Você fez a barba? Sério?
— Pois é... meus pais e meus amigos forçaram tanto a barra que, você sabe...
— Ah, poxa... eu gostava dela um pouco... maior.
— O que? Estou horrível?
— Nada de opinar sobre sua falta de barba que faz falta. Juro, ficarei quieta.
— Sério?
— Juro e de mindinho. Combinado?
— Saudades da sua ironia, garotinha.
— Saudades da sua barba!
— Você prometeu!
— Você também.

Eu não queria ter dito aquilo, mas foi. Antes que eu pudesse e fizesse tudo voltar da boca de onde veio, foi. E não havia nada para mudar ou repensar. Não dava mais para voltar ou negociar a indireta mais indiscreta de todas. Eu disse. Estava engasgado em cada ligação sua de quinze segundos e nas chamadas não atendidas.

Foi aí, exatamente aí que eu precisava mais de você. E aí, acabou.

Talvez ele nem tenha percebido, mas mesmo depois de quase um ano, as lembranças dos sábados à noite em casa e sem namorado, não eram das melhores. Era praticamente aterrorizante ser "a sozinha" do grupo de melhores amigas. E seus namorados: patéticos, sem educação e um pingo de masculinidade quando em grupinhos também patéticos. Mas tudo era melhor que nada. Ele não estava ali para encará-los em silêncio, pensando em como todos eram tão homossexuais e infantis, agindo como babuínos. Se estivesse, estaria em seus jeans surrados e camisa social para fora da calça. Você não seguia regras... talvez seja por isso que eu tenha saído machucada nessa história.

Enquanto você estava se divertindo com os amigos da universidade e sua ex pagando de amiga, lá estava eu, o DVD da Taylor Swift, que cantava sobre o John Mayer, que foi quem deixou ela sozinha em seu melhor vestido de festa largada em um chão frio e sujo. Aí está! Agora tudo faz sentido: você é o John e eu a Taylor. Você continua maravilhoso, ganhando admiradoras e eu não sou tão loira. E mesmo que um pouco desafinada, não vou deixar de contribuir. Ajudar o mundo, sabe? Deixá-lo melhor e avisado sobre você. É, você. Chega de destruir corações! É, dessa vez você limpa sua sujeira. Essa é minha hora de ir, e te deixar como você me deixou.

Hora do troco. Do salto alto, das horas trabalhando feito louca e dos pagodes para morrer de rir com as amigas. Choramingar pelos cantos está fora de moda e minha maquiagem é a prova d'água assim como meu coração remendadinho é a prova, principalmente, de você.

Era uma vez, você. Agora é minha vez.

— Como assim?
— Ah, nada. Deixa.

Me deixa, vai? Antes que eu te pague com balinhas... de verdade.

21 de março de 2012

standing in the shadows

Nada é para sempre - disse para mim mesma em voz alta e de forma branda. Mas do que adianta o nada ser para sempre se você que, sempre vai ser tudo para mim, não se encaixa no contexto do para sempre como na história da Cinderela? Eu sei que parece confuso, mas se fosse necessário te chamar de nada para que eu pudesse acordar todos os dias de minha vida e encontrar seus olhos iluminados, eu o faria. Não se ofenda, meu querido... o tudo é nada sem você.

Quantas vezes, pelo menos esta semana, você - é, você do outro lado da cidade - parou para admirar o entardecer? Não sabe? Se me permite ressaltar, dizem por aí que é lindo. Mas esse não é o ponto em questão. Não que haja pontos, exclamações e muitas vírgulas pelo caminho... mas ela é única e, sinceramente, não há poeta ou escritor que poupe palavras quando seu nome é citado.

De tempos em tempos, resmunga como uma pobre velha amarga. Quem um dia se interessaria por alguém como ela? Com aqueles pés feios de bailarina, porém estes mesmos esquerdos. Vá saber quantos rodopios deu sem bater ou quebrar algo... delicada, desajeitada e Deus, como eu queria que ela não fosse diferente do que é.

Em fantasias no intervalo da rotina, sonhava em se chamar Annabel, ter cabelos negros e uma casinha de boneca em algum canto da Inglaterra que ficasse entre a cidade e o campo. Sensível que só, já tinha uma armadura para os dias de luta. Como algumas personagens por aí, ela não enfrentava dragões ou bruxas, mas gostava da idéia de ter um príncipe só para si. E pela eternidade.

Tudo o que lhe resta são as verdades, tais como ter um emprego, morar em um lugarzinho com pessoinhas e se sentir Alice depois de ter bebido do vidrinho escrito "Beba-me!": não se encaixa. Queria ter um piano, mas tudo que tem é a calmaria que ele transmite dentro de si. Ela é melodia para os ouvidos altamente atentos de qualquer um. Desculpe-me, mas não qualquer um.


Faz um tempo e, não sei dizer exatamente quando, que alguém com um comentário amável pediu que eu fizesse uma lista de coisas aleatórias sobre mim. Não sei se vocês perceberam, mas na minha humilde criação logo ali em cima, fiz o favor de detalhar algumas peculiaridades sobre mim e confesso que poucas pessoas desconfiam de tais mesmas, por isso o nome em inglês standing in the shadows.

Utilizei dessa frase em inglês para o post para fazer referência a certas coisas sobre mim que ainda são ocultas para outras pessoas. Meus maiores sonhos, manias e sentimentos... tomo como exemplo os dias em que pareço quase desabar e ainda sim, consigo atuar de forma eficaz para minha família e alunos. São os dias em que me considero uma verdadeira atriz. Mas deixa de papo furado... que tal saber de mais coisas sobre moi?


♥ Sempre que tinha vontade, cortava meu cabelo sozinha. Não sei se dizer se era ócio, tristeza ou qualquer outra coisa negativa do tipo, mas eu o fazia. Vai entender, não é?

♥ Gosto de olhos bonitos. Não necessariamente claros, até porque amo olhos escuros! Mas há coisas no olhar de uma pessoa que ninguém pode decifrar, sem falar do quanto podem ser encantadores; Desde pequena, tenho problema em encarar as pessoas nos olhos e isso pode soar de forma negativa para muitos, mas é algo que não consigo evitar (timidez define). Sempre estou a punir à mim mesma por perder a oportunidade de parecer normal e de descobrir uma nova cor nos olhos de alguém.

♥ Descobri ano passado que minha cor favorita é azul, mas que, na verdade, a minha cor da sorte é verde. Algo mágico sempre acontece comigo quando estou de verde e chega a ser assustador, acreditem!

♥ Nunca recebi um buquê de flores e nem uma florzinha que seja.

♥ O primeiro desenho que assisti na vida foi A Branca de Neve. Desde então, mesmo que de forma implícita, espero por alguém que me tire da mesmice rotineira e me faça feliz para sempre. Mas, assim como Branca, não quer dizer que eu não seja feliz... na verdade, eu sou. Vejo magia em quase tudo; já tive uma festa temática da Branca de Neve.



♥ Não consigo deixar meu cabelo de um jeito por muito tempo, seja na cor ou no comprimento. Sem falar que, quando saio, não deixo ele só solto ou só preso. Eu prendo, solto, faço coque, trança, tudo!

♥ Nunca consultei um especialista, mas tenho certeza absoluta de que tenho problemas sérios de ansiedade. Transpareço ser uma pessoa extremamente calma por fora, mas quase morro por dentro e ninguém nunca percebe. Por isso não tenho unhas, já que detono elas desde que me entendo por gente.

♥ Hoje em dia, era para eu ser uma bailarina muito talentosa, mas optei pelo inglês e desisti das sapatilhas quando eu tinha nove anos.

♥ Filmes como O Jardim Secreto e A Princesinha jamais serão esquecidos por mim.

♥ Há dias em que acordar cedo é muito difícil para mim. Desde os meus dois aninhos, sempre acordei cedo, então, tem se tornado cada vez mais cansativo. E, além disso, gosto de acordar pela manhã sem ter que sair correndo pela porta com o intuito de chegar cedo no trabalho ou no cursinho.


♥ Nunca recebi cartas apaixonadas pelo correio, muito menos cartas de parentes distantes ou amigos com saudades.

♥ Nunca tive (e nem vou ter) festa de quinze anos. Nem formatura! E nunca me imaginei em um casamento, em particular no meu. Não consigo imaginar casamento, marido, filhos... nada. Fico pensando se sou normal por isso, mas até então não tive problemas com isso.

♥ Amor é algo muito simples e muitas passam a vida inteira tentando entender. Muitos morrem tentando ou simplesmente inventam algo e dizem que é amor... vai além de tudo e ao mesmo tempo e como eu disse, é simples. É algo que se sente e não pensem que é paixão... você nunca deixa de amar alguém. Por mais que você se separe do marido, não veja mais aquele amor de infância ou tenha todos os motivos do mundo para odiar (porque ele te dá esse motivos), lá no fundo você sabe que se ele aparecesse na sua casa aos prantos ou algo do tipo, algo ia acontecer dentro de você. Isso é amor. Mas não quer dizer que você tenha que se submeter à coisas ruins por conta do amor, como aturar o marido te espancando... não é o amor que faz doer e te sufoca, mas sim as situações e como você se sente perante à elas. E cabe à você fazer suas escolhas! A vida é assim, feita de escolhas.

♥ Amo quando o céu vai além do azul claro e do azul-escuro, quase negro. Quero dizer, amo quando fica laranja, rosa, roxo, amarelo pastel no horizonte com algumas nuvens... não há nada que me fascine mais.

♥ Dias com chuva são os melhores! Ainda mais acompanhados daquela brisa fresca, um guarda-chuva colorido e um casaco aconchegante.

5 de junho de 2011

Hospitalizando um coração

 Eu podia ouvir ele parando, sofrendo e fazendo com que eu respirasse, mesmo que com muita dificuldade. Intrigado com perguntas que nunca foram respondidas. Perguntas que nunca existiram, caminhos que nunca foram pensados, o “eu e você” que não foi comemorado pelo “nós”... Eu sabia.
 Não está disposto a corresponder minhas expectativas? Então, volte casas o suficiente até não saber do fim e perder o começo de vista. Perder-me de vista. Para Sempre.

2 de junho de 2011

Doses de café e pitadas de saudade

 Minhas pernas não carregam mais consigo o cansaço de outros verões conturbados. Não estou falando de caminhadas que me deixariam exausta em questões de minutos – volte a praticar exercícios, senhorita? – mas, sim do quão trêmulas estas mesmas foram durante períodos incessantes, noites sem fim e em agonias deploráveis.
 Aqui estou eu, de novo. Escrevendo ou digitando. E desejando de forma amarga e esperançosa que ele se arrependa de ter mentido de forma tão encantadora e volte correndo pra mim, decidido a aparecer cantando Free Fallin'. Espero que ele me tome em seus braços e me encontre naquele abraço apertado mais uma vez. Eu jamais poderia deixar que sua voz escapasse de meus ouvidos.
 Cansada, atordoada e com alguns goles de café a mais ou a menos... Bem... Não. Eu realmente não sei o que se passa com você, já que o mar de carros e estradas caóticas que nos separam, tem quase o dever de fazer com que eu me sinta imprudente ao cogitar a idéia de provar que eu existo. Mesmo que você negue todos os santos dias ocupados, eu estou aqui. Escrevendo sobre você – obrigada por não ler mais uma vez.
 Com meus pés fincados nessa tese de frieza, eu mergulho em garrafas vazias. Estas já não têm mais seu sorriso e eu me refugio nas palavras enquanto fujo da multidão que parece saber tudo, mas eles não sabem como começou. E muito menos eu. Não encontro explicação racional – onde eu estava com a cabeça? Provavelmente em você e no seu jeito de me tratar com se eu fosse única, óbvio. Sem falar dos seus olhos. Ah, esses olhos transbordando esperteza. Eu deveria ter notado, mas eu não quis.
 Eu não tenho mais certezas, você foi incerto, incorreto, inapropriado... E, mesmo assim, assemelha-se a uma resposta certa em uma aula de cálculo. É, você o cara errado. Eu, a garota certa. Nunca ficaríamos juntos.
 Pausa para a dor no peito e um gole demorado de café.

8 de maio de 2011

Essa é a história de como eu me apaixonei por alguém que não existia (parte 2)

 Os minutos quase rastejam. Meu estômago inquieto quase me faz desmaiar e a sensação é pior que qualquer borboleta importunando este mesmo. Respiro com dificuldade e o fato das minhas pernas estarem trêmulas pode me causar um possível vexame. Para ser mais clara, eu quase imploro para minhas próprias pernas não me decepcionarem. Cair na frente de toda essa gente está fora de questão.
 A música ficou lenta e o claro se tornou escuro em questão de segundos altamente imperceptíveis. Respirei fundo e tentei não parecer assustada, desesperada ou psicótica com a porção considerável de coisas repentinas que estavam acontecendo. Pobre Meg
– eu dizia a mim mesma.
 Se eu estava certa, minhas amigas e conhecidas tinham uma olhar totalmente convidativo. Bem, na verdade, elas me obrigaram a levantar e ir em direção a pista de dança; Música lenta e eu sem um par na pista de dança? Elas só poderiam estar brincando ou tentando fazer piada com a minha timidez absurda em situações como esta.
 Aproximando-me dos casais e de meninos parados observando um grupo de meninas rindo do momento romântico, notei que não era qualquer música. Eu poderia reconhecer aquela levada viciante e adorável em qualquer lugar na terra. “She Will Be Loved” era uma das minhas músicas favoritas do Maroon 5, obviamente.
 Sozinha. Mas não por muito tempo.
 Ele se aproximou. Eu corei.
 – Eu me lembro de você.
 – Eu me lembro de você há muito mais tempo, pode ter certeza. Na verdade... Eu sei quem você é.
Ele disse isso deixando transbordar convicção e esboçando um sorriso de canto altamente malicioso. Isso só podia ser um sinal de perigo. Obviamente fiquei sem palavras, mas ele não me venceria. Não mesmo.
 –
Então, quem eu sou? – Eu era péssima em impor firmeza em minhas palavras. Droga.
 –
Encontro você de meses em meses. Você aparece e desaparece. Você consegue se sobressair mesmo estando perto de muitas outras mulheres, porque você é diferente. Isso me atrai de uma forma estranha e eu não sei se consigo... Deixa pra lá.


Algum leitor assíduo por perto? Bem, mais um casal e mais uma história digna de ser contada em detalhes. Carregada de sensações e muitos pensamentos, esse conto merece ter um fim. Espero comentários, opiniões e tudo mais!

17 de abril de 2011

Essa é a história de como eu me apaixonei por alguém que não existia


 Lá estava ele, de novo. Eu estava prestes a desmaiar quando, novamente, percebi que estava rodeada de pessoas bem vestidas, conhecidas e que viveriam a se questionar o motivo do meu desmaio ou, melhor, vexame.
 Eu podia ouvir o som da festa ficando ensurdecedor ao mesmo tempo em que eu notava o tempo e todas as outras pessoas ficando lentas e pausando aos poucos. Eu e ele. Lá estávamos nós de novo. Seria o destino? Acaso? Coincidência idiota? Eram tantas interrogações que eu me sentira como um questionário das aulas de Geografia do Senhor Marcos.
 Antes que eu tropeçasse, eu continuei parada com meu olhar apavorado. Ele não deveria estar lá. Ou deveria? Eu não fui a única a notar sua presença misteriosamente encantadora. Ele parou a uma distância considerável entre mim e mais um grupo de pessoas. Ele parou. A certeza do momento é que ele já houvera me reconhecido. Eu estava usando o mesmo batom que usei no primeiro dia que nos vimos.
 Joe logo decidiu interromper minhas indagações. Imaginei como minha expressão deveria se incômoda e esquisita.
 Algum problema, Meg?eu pude sentir a curiosidade em seu tom de voz.
 Nenhum. Eu acho. Cai em devaneios, como sempre.aposto que dei um sorriso nada convincente. Espero que Joe não tenha notado a minha falta de prática quando a questão era omitir fatos.
 Olha, eu sei que você está muito bonita hoje e tudo mais... Mas isso não te dá o direito de mentir para mim, escritora. O que está te assombrando.
Eu quase quis gritar que não tinha Gasparzinho algum, mas sim o “Fantasma do Verão Passado”. Literalmente, pois a última vez que eu o vi foi no início do verão. Irônico, não?
 
Está tudo bem, Joe. Eu juro. – automaticamente me lembrei de quem jura mente.
 Não acredito em você, escritora. Qual é a fascinante história que está te incomodando? – ele levantara uma de suas sobrancelhas e quase pude sentir o sarcasmo no ar.
 
Você um dia ficará sabendo. Ou, talvez, irá ler sobre isto.meu sorriso, desta vez, era atormentado e sincero.
 Quando parei para me distrair de Joe e verificar onde se encontrava o misterioso rapaz, ele me encarava com dureza. Porém sua aparência era delicada e jovial demais para que eu me sentisse estranha. Eu não daria mais de vinte anos de idade para ele. Sua expressão era firme, mas eu sentia em seus olhos a doce surpresa em me ver ali. Parada. Ele me observou por mais alguns segundos antes que outro rapaz alto e loiro o chamasse para se sentar e jantar com seus outros conhecidos. Em seguida, eu arfei.
 Eu segui seus passos abalados com a surpresa até sua mesa com meus olhos. Eu não pude disfarçar depois de tanto tempo. Logo lembrei que precisava praticar mais e evitar todo o meu nervosismo eminente.
Por que ele estava ali? Será que ele ficou tão surpreso quanto eu? Quanto de ar ainda me restaria até o próximo acontecimento abrupto?
 A música agitada transformou-se em um Jazz suave, então, tentei relaxar e me divertir. Tentei, é claro.
 Charlotte e Jullie convidaram Joe, Mandy, Kyle e mais um menino que eu não conhecia para sentar na mesma mesa que a gente. Eu ainda não conseguia ignorar o fato do “Senhor Mistério” ainda estar me encarando. De jeito algum eu ficaria em paz. Não mesmo.
 As meninas falavam sobre outras meninas, Joe conversava com Mandy e Kyle e eu, involuntariamente, tentava empurrar todo o refrigerante para impedir o soluço repentino.



Olá, caros leitores. Bem, esse é mais um dos meus contos inacabados, mas de longe não deixa de ser o meu favorito. Tenho medo de continuá-lo, mas tenho medo de me decepcionar por não continuar com toda uma magia envolvendo mais uma Megan e um garoto misterioso. Obrigada por ler e continuem com os comentários maravilhosos!

7 de abril de 2011

Quando Caty se apaixonou pelo mundo



 Não sou o cara mais certo do mundo, mas nem por isso tenho que ser castigado desta maneira. Ela. O problema todo é ela. Não que ela seja literalmente um problema, mas eu não consigo dormir desde o último sorriso. Um sorriso que eu, honestamente, sempre desejei que fosse meu.
 Caty tem manias, manias chatas, manias encantadoras e aquelas manias que fazem dela a pessoa mais intrigante que conheço. É necessária em todos os meus dias, mas sempre se esvai entre todas as minhas expectativas. Sempre tenta ser cuidadosa em suas frases e gentil com suas palavras, e faz com que eu me apaixone cada vez mais. Mais, mais e mais.
 Quando caio na triste realidade de que Caty nunca será minha, eu penso em como seria sortudo o dono do coração dela. Mas eu não posso negar que ela é do tipo de garota que sonha tão alto que acaba conseguindo tudo o que sempre desejou. E eu fico orgulhoso, até me encontrar aqui escrevendo mais sobre ela. Alguém que eu nunca terei em meus braços, pois ela preferiu abraçar o mundo com seus sonhos de cidade grande.

Thais Rodrigues




Depois de tanto tempo sem postar, resolvi tomar um pouco de ânimo com uma pitada de criatividade e criar coragem para reavivar a possível escritora que existe em mim. Espero que compreendam minha falta de tempo e continuem com seus comentários maravilhosos, queridos leitores!
Esse texto foi inspirado em um grande amigo meu que era apaixonada por uma garota que preferiu partir. Era apaixonado. Era.

27 de outubro de 2010

Para sempre




      Amizade é um dos bens mais importantes e maravilhosos que podemos levar conosco para sempre, independente do que aconteça.
      Amizade não é o companheirismo de uma espécie de "coleguismo". É quando há a importância de ambos. O carinho, o respeito e, principalmente, o amor.
      Quando se é amigo de alguém, são diversos os fatores que indicam o quanto tais mesmas são especiais.
      Palavras de conforto, conselhos calorosos e, quando tudo não se resume a risadas, tudo torna-se natural... Amigável.
      Amigos de verdade resistem a brigas tolas, perdoam com o coração aberto a qualquer reconciliação. Sabem reconhecer erros, acertos e uma feição de desânimo. Lembram dos respectivos amigos sempre que veem algo que os lembrem e se importam de verdade.
      Amigos duram mais que um sorriso apaixonado. Mais que uma lágrima e muito mais que um momento feliz e inesquecível.
      A vida não é eterna, mas o carinho de uma amizade verdadeira é o que faz esta mesma transceder a morte.
(Thais Rodrigues)



11 de outubro de 2010

Nos últimos dias...





      Na semana passada, a minha escola organizou uma passeio para a UFRJ e, claro, eu não poderia deixar essa oportunidade super importante passar. Separei a câmera, o casaco e um punhado de positividade para o passeio.
      Chegando lá, juro que me senti ótima. Como se eu não estivesse mais presa, porque, cá entre nós, eu nunca pertenci ao lugar onde me encontro. E, aliás, nunca - eu disse, nunca - vou pertencer.
      O lugar era bem grande e juro que dava para eu me perder, mas, como eu não pretendo escolher a UFRJ como uma espécie de "lar" quando eu terminar o ensino médio, não há nenhum problema.
      A visita foi bem rápida e nem deu tempo de tirar milhares de fotos, mas, como prometido, tirei uma foto com as minha melhores: Bruna, Lorena, Raquel, Pâmella e Déborah.





      Na manhã seguinte, eu acordei péssima. Cólicas, dores de cabeça e nem preciso comentar o quanto eu estava fraca. Eu estive tão péssima que desmaiei duas vezes em dois dias, mas, quando eu parei para tomar meu suco matinal, notei o céu e logo me senti um pouco melhor e, claro, deixei de tomar o meu remédio que é horrível, confesso.
      Na Sexta-feira, eu ainda não tinha me recuperado. Perdi mais um dia de prova, horas com as amigas e aulas importantes, mas seria terrível passar mal na escola que, cá entre nós, é o meu maior medo.
      Á noite, meu pai me notificou que eu não poderia faltar a aula de Sábado, então, tratei de aprontar tudo e tomei todos os medicamentos necessários, mas, mesmo assim, eu ainda não me sentira bem. Então, de repente, tive a idéia que melhoraria o meu humor em instantes.
      No início da semana, resolvi pintar o cabelo de preto azulado, então, comprei a tinta e tudo mais para cuidar da saúde do meu cabelo; Pedi pra minha mãe me ajudar na Sexta-feira mesmo com o meu cabelo e, na mesma hora, ela topou.





To be continued...

26 de setembro de 2010

Querido diário,




      As coisas não estão nada fáceis. Eu choro antes de dormir e, quando nem meus pais estão prestando atenção em mim, eu choro. Choro baixinho; Acho que você sabe dos fatores, mas surgiu um novo. Bem, não é um novo fator, mas não deixa de ser tão trágico quanto todos os outros.
      Eu estava esquecendo... Cada detalhe e cada palavra do passado e, de repente, ressuscitaram tudo isso dentro de mim mais uma vez. E pra que? Suponho que pra nada ou, simplesmente, pra mostrar o quanto meu amor à vida tem se tornado escasso.
      Olho-me no espelho e vejo a força escondida em mim. Apenas escondida.
      Não sei mais o que fazer e tenho medo de desistir pra sempre. A mistura de sentimentos, nós no estômago e dores no peito têm tomado conta de mim já em quase todos os meus dias. Eu tenho medo. Muito medo. As dores e apertos no coração são horríveis. Meu coração está sendo dilacerado em alta velocidade e sem pausa alguma. Minha mente pede socorro, pois meus pensamentos são como uma tortura.
      Minha vida está uma confusão e rezo por milagres a quase todo o instante. Suspiro, choro e aperto bem os olhos.




15 de setembro de 2010

Ele é tudo o que eu nem sempre quis


      O cabelo não era uniforme e o jeito de falar era cômico. Tão cômico que todos a nossa volta poderiam pensar que éramos grandes amigos de infância, mas não éramos. Era estranho aceitar o fato de que eu estava me acostumando a chamá-lo de meu, pois, no momento, ele era. Mesmo que ele não soubesse, mas eu tenho certeza de que ele sabia.
      Suas manias eram seu próprio charme, pelo menos para mim. Seu sorriso torto tinha algo que me fazia bem e, cá entre nós, esse sorriso combinado com seu olhar tímido eram a melhor coisa do mundo. Eu me esquecia até o quanto eu desejava um príncipe encantado, e não alguém como você.
      Voz suave, olhar hipnótico e uma personalidade totalmente compreensível. É, eu poderia escrever um livro sobre todas as suas características memoráveis, porém comuns. Era divertido trocar três palavras com você, porque, no final, eu sei que eu acabaria rindo.
      Eu adorava a verdade em suas palavras desajeitas e a maneira como você tinha vergonha de dizer meu nome sempre que tinha que partir.
      Quando eu estava ao seu lado, confesso que eu era amada. Eu podia sentir isso e, sinceramente, eu não estava errada. O modo como você segurava minha mão quando tentava impedir que eu partisse era a única prova que eu queria. Você era doce e desajeitado, ao mesmo tempo. Adorava ser engraçado, mas, também, era muito sério e misterioso. Isso sempre me encantou.
      Desde então, eu parei de desejar príncipes ou carinhas de filmes adolescentes. Agora, eu sei o que eu quero... Uma história real, e não um conto de fadas.
(Thais Rodrigues)

30 de agosto de 2010

not making any sense


      Calo a boca da sociedade e ando por aí enlouquecendo meus ouvintes com minha própria voz revolucionária. Falo com as paredes e danço na frente do espelho; Não admito meu teto azul celeste, pois ele é o tédio em pessoa. Não, ele não é uma pessoa.
      Salto alto? Prefiro improvisar o glamour e, em troca, receber críticas verdadeiramente aceitáveis.
      Sou fã dos mistérios alheios e me divirto com a felicidade que paira por aqui. É rara, mas é divertida e, cá entre nós, é louco que não aproveita o tempo, a diversão e um pouco de segredos, que é o ingrediente "chave" para fazer de tudo isso - sim, tudo isso - algo mais interessante.
      Não preciso de significados e, muito menos, de rótulos baratos. Estes mesmos nunca foram feitos para durar. Eu? Apenas a lenda ao lado; Certifique-se de que sabe e tem certeza, pois, ultimamente, o mundo está ocupado demais girando e, sinceramente, este não se preocupa em ter o mínimo de cuidado quando se trata de ter noção.
(Thais Rodrigues)


Olá, leitoras, leitores e outras pessoas que só não conseguem esquecer o nome " Caderno de Risos". Hoje eu tenho dois recados: O primeiro é que duas meninas encontram dificuldades pra seguir o blog, mas tudo é questão de atenção, não é?

Se você não segue o Caderno de Risos, clique neste link!


O outro recado é sobre os respectivos temas das postagens. Se você quer dar idéias e, quem sabe, participar de uma matéria aqui no Caderno de Risos, mande um reply pra mim no Twitter e, aproveite e me siga, rá.

@thwashere



Flashback









15 de agosto de 2010

A little bit Bella Swan


      Além de ter uma beleza um tanto sútil, Bella Swan tem o coração do vampiro Edward Cullen em suas mãos. Sortuda ou não, a protagonista, em alguns momentos, também se encontra abalada por Jacob Black, que é apaixonado por esta mesma.
      A questão é que muitas meninas queriam estar no lugar dela pelo simples fato de poder ter um amor eterno, mas não é assim que as coisas deveriam ser...    
  

      Bella tem personalidade, então, seja uma menina/ mulher de personalidade. Não tente imitar nenhuma das características dela ou de qualquer outra pessoa. Seja você mesma.
      Não se menospreze por não ter um vampiro ao seu lado, pois vampiros não existem. Sobre você encontrar alguém como o Edward ou o Jacob? Bem, não tenho tanta certeza de que exista por aí duas ou mais criaturas que se assemelhem tanto, mas vale apena acreditar, sonhar e saber quem te faz bem e, principalmente, o que é melhor pra você. Não mascare muito as coisas, ou seja, não ache que aquele fofo da escola é tão Edward quanto você pensa, porque não é. E não pense também que qualquer cara sarado, moreno e alto tem todo aquele jeito Jacob, porque, acredite, a maioria não tem.
      É tudo uma questão de destino, escolha e paciência, pois não pense que é só você pensar que quer uma pessoa ideal e, de repente, ela está bem na sua frente. As coisas por aqui são reais demais, então, não espere tanto das pessoas que pertencem à este mundo.
      Não se alarme ou se sinta inferior se você não tem a mesma aparência ou as mesmas qualidades que a Bella. Lembre-se, "seu" Edward deve ter opiniões que completem as suas. Deve ser uma boa pessoa.

      Enfim, a Bella tem um amor, características peculiares, estilo, uma beleza singela e uma vida, então trate de esquecer o quanto você gostaria de ser a Bella e comece a pensar de uma maneira positiva e diferente. Seja você uma Bella diferente das outras, ou, apenas, seja você mesma.
(Thais Rodrigues)





13 de agosto de 2010

Escolhas

Abraçar ou perder?
Faça sua escolha. Os tempos de solidão que foram destinados à ela já acabaram.
(Thais Rodrigues)

23 de julho de 2010

Verão, cafés e esse tipo de coisa...


      Meu cabelo anda desarrumado ultimamente. Agradeço a mim mesma por estar desprovida de qualquer maquiagem ou por não estar ligando para nada ligado ao meu ego inexistente ou à minha beleza. O blues é a minha última opção. Eu amo Indie Rock, mas, desde então, resolví mudar um pouco as coisas. Eu continuo sendo uma contadora de histórias chata, os capítulos da minha vida passam e não deixam qualquer tipo de legado. Estou cansada do romance no qual estou presa.
      Eu vou agradecer se fechar os olhos, mesmo que tenha sido pela minha vontade.
      Eu preciso vivenciar o que está perto de mim. Me sinto presa a móveis rústicos e a situações que se repetem. Quero ouvir o som do piano e me emocionar. Quero dizer que sofro por amor à cada segundo e à cada momento em que minha própria respiração não ouse me decepcionar. Quero tomar café com meus avós de manhã, observar, como de costume, o crepúsculo à tarde e escrever romances à noite.
      Me desculpo por estar meio repetitiva ultimamente, mas é ruim não ter à quem amar. Ter que ser fria e seca sem querer e sem poder. Eu não posso me permitir à isso, mas não devo me apaixonar pelo olhar de alguém jamais. Enganar-me seria o pior erro deste verão. O verão que eu prometi a mim e ao céu que seria diferente.
      Algo que, finalmente, tem me animado é sair sozinha. Não tão sozinha, se levar em consideração que o meu livro e um rádio de bolso velho são bons amigos.
      Ando meio econômica. Gastei menos de dez moedas em um sorvete de côco, meu favorito.       
      Mas nada como um desânimo levemente acrescentado ao atual das coisas irritantes que fazem parte da minha rotina pouco extravagante. Afinal, o que fazer quando se está no último capítulo, e não se sabe o que fazer em relação a palavras que não signifiquem mais nada do que um amor "água com açúcar" e um pouco de arroz aos pertencentes do "Felizes para sempre!"?
(Thais Rodrigues)


Enquanto lê, ouça/ baixe a música Last of Days.


11 de julho de 2010

I miss you so...


      Acordar, levantar e esquecer que hoje faz um mês desde a última vez que ouvi o som da sua risada ecoando em meus ouvidos. Espero que entenda minha dor, mas jamais desejo que a sinta.
      Não sinto o ar em meus pulmões e o coração parecer quase parar.
      Olho para a janela e me aproximo um pouco mais. Tudo que posso ver é o céu cinza, algumas roupas penduradas e minha mãe com seu sorriso compreensivo. Que dia...
      Tenho meu olhar bem distante na maior parte do dia e creio que temo esquecer de cada detalhe que envolve você, eu e o nós que existe bem aqui. Eu sei que existe, e você também.
      Estou três minutos atrasada para viver minha vida e esquecer que a distância é apenas mais um fator. Sonho com o dia em que esta mesma acabe, antes de acabar comigo.
      Sinto um choro desesperador dentro de mim que pode se tornar externo a qualquer momento e, parar piorar, sem avisar.
      Meus amigos riem, as pessoas passam, o tempo se arrasta. Eu continuo com meu olhar distante que não é capaz de demonstrar reações imediatamente aceitaveis; Estou fria, quieta e triste. Receio que as pessoas já comecem a suspeitar disso.
      Sem sorrisos guardados, caminho em direção ao nada, pois confesso que a rotina me transformara em algo automático.
      De repente, ouço uma melodia que me desperta, enfraquece meus joelhos e me faz crer na possibilidade da existência de borboletas no meu estômago. O mundo para pra mim e, em seguida, percebo meu coração em um ritmo familiar. É a nossa música... Ela soa como um coro de Aleluia, mas é apenas meu celular e eu precisava atendê-lo.

       Por onde andou?
       Desejando ouvir sua voz...






(Thais Rodrigues)

8 de julho de 2010


Admito que nem sempre ando com um sorriso estampado em minha face; Sorrio mais e ando menos.
Acredito que nem sempre coisas assim deveríam acontecer; Acredito mais e me preocupo menos.
Devo encontrar respostas para todas estas dúvidas que me assombram; Encontro mais e me assombro menos.
Corro de toda rotina assustadora para me proteger das lágrimas cansadas; Corro mais e choro menos.
E, quando encontro você, não há nada que me importe mais do que seu abraço; Me apaixono mais e não tenho mais medo.
(Thais Rodrigues)
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