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21 de março de 2012

standing in the shadows

Nada é para sempre - disse para mim mesma em voz alta e de forma branda. Mas do que adianta o nada ser para sempre se você que, sempre vai ser tudo para mim, não se encaixa no contexto do para sempre como na história da Cinderela? Eu sei que parece confuso, mas se fosse necessário te chamar de nada para que eu pudesse acordar todos os dias de minha vida e encontrar seus olhos iluminados, eu o faria. Não se ofenda, meu querido... o tudo é nada sem você.

Quantas vezes, pelo menos esta semana, você - é, você do outro lado da cidade - parou para admirar o entardecer? Não sabe? Se me permite ressaltar, dizem por aí que é lindo. Mas esse não é o ponto em questão. Não que haja pontos, exclamações e muitas vírgulas pelo caminho... mas ela é única e, sinceramente, não há poeta ou escritor que poupe palavras quando seu nome é citado.

De tempos em tempos, resmunga como uma pobre velha amarga. Quem um dia se interessaria por alguém como ela? Com aqueles pés feios de bailarina, porém estes mesmos esquerdos. Vá saber quantos rodopios deu sem bater ou quebrar algo... delicada, desajeitada e Deus, como eu queria que ela não fosse diferente do que é.

Em fantasias no intervalo da rotina, sonhava em se chamar Annabel, ter cabelos negros e uma casinha de boneca em algum canto da Inglaterra que ficasse entre a cidade e o campo. Sensível que só, já tinha uma armadura para os dias de luta. Como algumas personagens por aí, ela não enfrentava dragões ou bruxas, mas gostava da idéia de ter um príncipe só para si. E pela eternidade.

Tudo o que lhe resta são as verdades, tais como ter um emprego, morar em um lugarzinho com pessoinhas e se sentir Alice depois de ter bebido do vidrinho escrito "Beba-me!": não se encaixa. Queria ter um piano, mas tudo que tem é a calmaria que ele transmite dentro de si. Ela é melodia para os ouvidos altamente atentos de qualquer um. Desculpe-me, mas não qualquer um.


Faz um tempo e, não sei dizer exatamente quando, que alguém com um comentário amável pediu que eu fizesse uma lista de coisas aleatórias sobre mim. Não sei se vocês perceberam, mas na minha humilde criação logo ali em cima, fiz o favor de detalhar algumas peculiaridades sobre mim e confesso que poucas pessoas desconfiam de tais mesmas, por isso o nome em inglês standing in the shadows.

Utilizei dessa frase em inglês para o post para fazer referência a certas coisas sobre mim que ainda são ocultas para outras pessoas. Meus maiores sonhos, manias e sentimentos... tomo como exemplo os dias em que pareço quase desabar e ainda sim, consigo atuar de forma eficaz para minha família e alunos. São os dias em que me considero uma verdadeira atriz. Mas deixa de papo furado... que tal saber de mais coisas sobre moi?


♥ Sempre que tinha vontade, cortava meu cabelo sozinha. Não sei se dizer se era ócio, tristeza ou qualquer outra coisa negativa do tipo, mas eu o fazia. Vai entender, não é?

♥ Gosto de olhos bonitos. Não necessariamente claros, até porque amo olhos escuros! Mas há coisas no olhar de uma pessoa que ninguém pode decifrar, sem falar do quanto podem ser encantadores; Desde pequena, tenho problema em encarar as pessoas nos olhos e isso pode soar de forma negativa para muitos, mas é algo que não consigo evitar (timidez define). Sempre estou a punir à mim mesma por perder a oportunidade de parecer normal e de descobrir uma nova cor nos olhos de alguém.

♥ Descobri ano passado que minha cor favorita é azul, mas que, na verdade, a minha cor da sorte é verde. Algo mágico sempre acontece comigo quando estou de verde e chega a ser assustador, acreditem!

♥ Nunca recebi um buquê de flores e nem uma florzinha que seja.

♥ O primeiro desenho que assisti na vida foi A Branca de Neve. Desde então, mesmo que de forma implícita, espero por alguém que me tire da mesmice rotineira e me faça feliz para sempre. Mas, assim como Branca, não quer dizer que eu não seja feliz... na verdade, eu sou. Vejo magia em quase tudo; já tive uma festa temática da Branca de Neve.



♥ Não consigo deixar meu cabelo de um jeito por muito tempo, seja na cor ou no comprimento. Sem falar que, quando saio, não deixo ele só solto ou só preso. Eu prendo, solto, faço coque, trança, tudo!

♥ Nunca consultei um especialista, mas tenho certeza absoluta de que tenho problemas sérios de ansiedade. Transpareço ser uma pessoa extremamente calma por fora, mas quase morro por dentro e ninguém nunca percebe. Por isso não tenho unhas, já que detono elas desde que me entendo por gente.

♥ Hoje em dia, era para eu ser uma bailarina muito talentosa, mas optei pelo inglês e desisti das sapatilhas quando eu tinha nove anos.

♥ Filmes como O Jardim Secreto e A Princesinha jamais serão esquecidos por mim.

♥ Há dias em que acordar cedo é muito difícil para mim. Desde os meus dois aninhos, sempre acordei cedo, então, tem se tornado cada vez mais cansativo. E, além disso, gosto de acordar pela manhã sem ter que sair correndo pela porta com o intuito de chegar cedo no trabalho ou no cursinho.


♥ Nunca recebi cartas apaixonadas pelo correio, muito menos cartas de parentes distantes ou amigos com saudades.

♥ Nunca tive (e nem vou ter) festa de quinze anos. Nem formatura! E nunca me imaginei em um casamento, em particular no meu. Não consigo imaginar casamento, marido, filhos... nada. Fico pensando se sou normal por isso, mas até então não tive problemas com isso.

♥ Amor é algo muito simples e muitas passam a vida inteira tentando entender. Muitos morrem tentando ou simplesmente inventam algo e dizem que é amor... vai além de tudo e ao mesmo tempo e como eu disse, é simples. É algo que se sente e não pensem que é paixão... você nunca deixa de amar alguém. Por mais que você se separe do marido, não veja mais aquele amor de infância ou tenha todos os motivos do mundo para odiar (porque ele te dá esse motivos), lá no fundo você sabe que se ele aparecesse na sua casa aos prantos ou algo do tipo, algo ia acontecer dentro de você. Isso é amor. Mas não quer dizer que você tenha que se submeter à coisas ruins por conta do amor, como aturar o marido te espancando... não é o amor que faz doer e te sufoca, mas sim as situações e como você se sente perante à elas. E cabe à você fazer suas escolhas! A vida é assim, feita de escolhas.

♥ Amo quando o céu vai além do azul claro e do azul-escuro, quase negro. Quero dizer, amo quando fica laranja, rosa, roxo, amarelo pastel no horizonte com algumas nuvens... não há nada que me fascine mais.

♥ Dias com chuva são os melhores! Ainda mais acompanhados daquela brisa fresca, um guarda-chuva colorido e um casaco aconchegante.

18 de março de 2012

Desabafo da manhã sobre a (minha) vida

A vida é infelizmente (ou felizmente) assim: um dia, você está marcando uma super saída com as amigas seguida de uma festa do pijama onde se come muito, ri alto e papos sobre aquele canalha não faltam. No outro, você está estressada, com um mesmo corte de cabelo desde as comemorações de ano novo e trabalhando frenéticamente. Mais do que amor, sente sono. Preocupante.

Antes, eu costumava brigar com minha irmã pelo tempo que ela passava na frente do meu computador. Hoje eu mal tenho tempo para aturar suas “amáveis” manias pré-adolescentes ou ficar durante horas na frente do computador digitando, respondendo e sofrendo via messenger, iludida com um carinha que surgiu na última festa assim como o príncipe encantado. Isso é vida, afinal? Fala sério! Alguns chamam de vida virtual, já eu chamo de vida “sem compromisso para Sexta à noite” ou vida “você precisa de um emprego”.

Já que falei sobre tempo, que tal mencionar minhas discussões com o pobre celular do meu pai? O filho da mãe é tão cretino (não to falando daquele babaca que quebrou seu coração, pode ficar tranquila) que cisma em desobedecer minhas ordens. Na verdade, curte não soar o alarme e me fazer acordar atrasada durante a semana. E aos Domingos? Aqui estou eu acordada desde as sete da matina, se quer saber.

Pai, se você estiver lendo até aqui, saiba que essa foi a primeira vez em que joguei um celular (o seu) no chão por livre e espontânea vontade. Uma bronca e alguns dias sem falar comigo está de bom tamanho, combinado? Prometo ser menos estressada na próxima vida.

Cá estou eu falando, ops escrevendo sobre a vida. Até quando isso vai durar? Fico gritando pelos cantos da casa que só serei feliz e tudo só fará sentido quando eu começar a escrever para pagar as contas do cartão de crédito e do salão, sem falar das compras do mês. Mas o problema não é meu se vivemos em um mundo onde o “tudo para mim” pode significar o “nada para você”. Isso me faz lembrar que tenho que ligar para Alice... preciso de algumas dicas sobre o País das Maravilhas, já que comparado ao caos em que vivo, lá deve com certeza fazer mais sentido.

Acho que só tenho que parar de procurar a resposta em tudo, afinal, foram poucas as vezes que quis encontrar respostas até mesmo para os exercícios de Matemática. Sempre lidei muito bem com teses, principalmente as minhas. Por que agora seria diferente?

Falando sobre matérias e querendo encerrar mais um dia e texto, vou aproveitar e fazer um resumo sobre meus “achismos” matinais – obrigada, querida professora de Literatura que riu uns três minutos quando leu minha primeira crônica séria. Hoje você está aqui sendo citada, porque a palavra “resumo” me faz lembrar a senhora. Aproveite e dê notícias, combinado?

Sobre o resumo? Fica para a próxima vez, próxima semana talvez... assim como o corte de cabelo novo e a visita à manicure. Tudo para a próxima data, próxima vez! Adiar as coisas é um dos meus dons cretinos. Adiei tanto tato que odiei à mim mesma e escrevi tudo isso até agora, até os dois pontos: desabafei indiretamente, falei das coisas que me irritam (sim, senhor, celular do papai) e das coisas que resolvi tirar da minha vida. O que são essas coisas? Fica para a próxima.

26 de setembro de 2010

Querido diário,




      As coisas não estão nada fáceis. Eu choro antes de dormir e, quando nem meus pais estão prestando atenção em mim, eu choro. Choro baixinho; Acho que você sabe dos fatores, mas surgiu um novo. Bem, não é um novo fator, mas não deixa de ser tão trágico quanto todos os outros.
      Eu estava esquecendo... Cada detalhe e cada palavra do passado e, de repente, ressuscitaram tudo isso dentro de mim mais uma vez. E pra que? Suponho que pra nada ou, simplesmente, pra mostrar o quanto meu amor à vida tem se tornado escasso.
      Olho-me no espelho e vejo a força escondida em mim. Apenas escondida.
      Não sei mais o que fazer e tenho medo de desistir pra sempre. A mistura de sentimentos, nós no estômago e dores no peito têm tomado conta de mim já em quase todos os meus dias. Eu tenho medo. Muito medo. As dores e apertos no coração são horríveis. Meu coração está sendo dilacerado em alta velocidade e sem pausa alguma. Minha mente pede socorro, pois meus pensamentos são como uma tortura.
      Minha vida está uma confusão e rezo por milagres a quase todo o instante. Suspiro, choro e aperto bem os olhos.




11 de setembro de 2010

Desejo do Dia: Sapatos novos JÁ!


Cassia


Confesso que sempre que meu pai libera a verba aqui em casa, eu logo penso em comprar calçados, como minha mãe diz. Eu logo penso em um tênis novo, mas, quando olho pra vitrine, vejo uma variedade de sapatilhas e saltos e, sinceramente, eu não resisto. Eu não sou muito fã de saltos, então, logo prefiro sapatilhas ou algo mais girlie.
Ontem mesmo fui escolher uma nova sapatilha, mas acabei ficando em dúvida entre duas molecas da nova coleção: Uma preta básica e sem salto, e uma vermelha de bolinhas brancas com salto baixo. Cruel, não?
No final das contas, acabei não levando nada e ainda preciso de sapatos novos.


30 de agosto de 2010

not making any sense


      Calo a boca da sociedade e ando por aí enlouquecendo meus ouvintes com minha própria voz revolucionária. Falo com as paredes e danço na frente do espelho; Não admito meu teto azul celeste, pois ele é o tédio em pessoa. Não, ele não é uma pessoa.
      Salto alto? Prefiro improvisar o glamour e, em troca, receber críticas verdadeiramente aceitáveis.
      Sou fã dos mistérios alheios e me divirto com a felicidade que paira por aqui. É rara, mas é divertida e, cá entre nós, é louco que não aproveita o tempo, a diversão e um pouco de segredos, que é o ingrediente "chave" para fazer de tudo isso - sim, tudo isso - algo mais interessante.
      Não preciso de significados e, muito menos, de rótulos baratos. Estes mesmos nunca foram feitos para durar. Eu? Apenas a lenda ao lado; Certifique-se de que sabe e tem certeza, pois, ultimamente, o mundo está ocupado demais girando e, sinceramente, este não se preocupa em ter o mínimo de cuidado quando se trata de ter noção.
(Thais Rodrigues)


Olá, leitoras, leitores e outras pessoas que só não conseguem esquecer o nome " Caderno de Risos". Hoje eu tenho dois recados: O primeiro é que duas meninas encontram dificuldades pra seguir o blog, mas tudo é questão de atenção, não é?

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O outro recado é sobre os respectivos temas das postagens. Se você quer dar idéias e, quem sabe, participar de uma matéria aqui no Caderno de Risos, mande um reply pra mim no Twitter e, aproveite e me siga, rá.

@thwashere



Flashback









23 de julho de 2010

Verão, cafés e esse tipo de coisa...


      Meu cabelo anda desarrumado ultimamente. Agradeço a mim mesma por estar desprovida de qualquer maquiagem ou por não estar ligando para nada ligado ao meu ego inexistente ou à minha beleza. O blues é a minha última opção. Eu amo Indie Rock, mas, desde então, resolví mudar um pouco as coisas. Eu continuo sendo uma contadora de histórias chata, os capítulos da minha vida passam e não deixam qualquer tipo de legado. Estou cansada do romance no qual estou presa.
      Eu vou agradecer se fechar os olhos, mesmo que tenha sido pela minha vontade.
      Eu preciso vivenciar o que está perto de mim. Me sinto presa a móveis rústicos e a situações que se repetem. Quero ouvir o som do piano e me emocionar. Quero dizer que sofro por amor à cada segundo e à cada momento em que minha própria respiração não ouse me decepcionar. Quero tomar café com meus avós de manhã, observar, como de costume, o crepúsculo à tarde e escrever romances à noite.
      Me desculpo por estar meio repetitiva ultimamente, mas é ruim não ter à quem amar. Ter que ser fria e seca sem querer e sem poder. Eu não posso me permitir à isso, mas não devo me apaixonar pelo olhar de alguém jamais. Enganar-me seria o pior erro deste verão. O verão que eu prometi a mim e ao céu que seria diferente.
      Algo que, finalmente, tem me animado é sair sozinha. Não tão sozinha, se levar em consideração que o meu livro e um rádio de bolso velho são bons amigos.
      Ando meio econômica. Gastei menos de dez moedas em um sorvete de côco, meu favorito.       
      Mas nada como um desânimo levemente acrescentado ao atual das coisas irritantes que fazem parte da minha rotina pouco extravagante. Afinal, o que fazer quando se está no último capítulo, e não se sabe o que fazer em relação a palavras que não signifiquem mais nada do que um amor "água com açúcar" e um pouco de arroz aos pertencentes do "Felizes para sempre!"?
(Thais Rodrigues)


Enquanto lê, ouça/ baixe a música Last of Days.


19 de julho de 2010

Eu sei que ela esteve por aqui...

      Estou fazendo esse post mais por conta de tantas leitoras assíduas que eu tenho aqui, então, vamos lá... Sou eternamente grata! Adoro cada comentário que recebo, pois cada um destes mesmos me faz escrever cada vez mais e mais. É gratificante de verdade, confesso.
      Sempre que quiserem me encontrar, eu tenho outras senhas e logins espalhados por aí, então, aí vai uma lista de links:

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